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Imprensa

- Publicada em 18h13min, 31/03/2021. Atualizada em 14h46min, 01/04/2021.

Ex-gerente industrial do JC, Giacomo Baglio morre aos 78 anos

Giacomo Baglio foi reconhecido por colegas e em premiações

Giacomo Baglio foi reconhecido por colegas e em premiações


Antônio Paz/Arquivo/JC
Profissional destacado na área gráfica no Brasil, Giacomo Baglio morreu na terça-feira (30), aos 78 anos em Porto Alegre. Ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento, após ter contraído Covid. Teve complicações e não resistiu.
Profissional destacado na área gráfica no Brasil, Giacomo Baglio morreu na terça-feira (30), aos 78 anos em Porto Alegre. Ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento, após ter contraído Covid. Teve complicações e não resistiu.
Baglio foi responsável pela modernização do parque gráfico do Jornal do Comércio, com avanços na qualidade da impressão até a publicação de todas as páginas coloridas nos diferentes cadernos do diário de economia e negócios. Foi gerente industrial e atuou por mais de duas décadas no jornal, até 2016.
Chegou ao JC em 1994, com uma bagagem de mais de 30 anos de experiência. Aliando conhecimento técnico dos tempos em que o processo era “mais artesanal” com modernos programas de computação gráfica, Baglio foi organizando um novo sistema de produção. O avanço foi gradual. Capa e contracapa do JC passaram a ser coloridas em outubro de 1999.
Pouco a pouco, novas máquinas foram adquiridas, e o processo modernizado, com a extinção da etapa do fotolito e uma impressão totalmente colorida a partir de 2008. O sistema de rodagem foi ampliado até chegar a três rotativas, duas delas, formadas por seis torres motorizadas, capazes de imprimir cadernos com 24 páginas coloridas cada. Ele teve o trabalho reconhecido com diversos prêmios ao longo da sua trajetória. E também é enaltecido por colegas.
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Profissional foi responsável pela modernização do parque gráfico do Jornal do Comércio. Foto: João Mattos/Arquivo/JC
Nas redes sociais, diversos profissionais que trabalharam com Giacomo Baglio nas últimas décadas manifestaram a admiração e o aprendizado que tiveram com ele. É citado como alguém que tinha um grande conhecimento técnico e, ao mesmo tempo, uma visão à frente do seu tempo, desenvolvendo projetos inovadores e buscando sempre a evolução tecnológica com qualidade. “Foi um grande profissional e contribuiu muito para a evolução da impressão do JC”, reconhece o diretor de Operações, Giovanni Tumelero.
Era tido também como rigoroso, alguém que exigia e buscava sempre o máximo com os recursos que tinha. Ao mesmo tempo, fazia questão de ensinar suas equipes, tendo facilidade para transmitir conhecimentos, até por ter sido professor no Senai em São Paulo. Também é descrito como um profissional completo.
“Era um ótimo gerente na área industrial, tinha muito cuidado com as cores, organização das rodagens. Era rigoroso no trabalho e explicava bem todo o processo”, observa Ricardo Régio, atual chefe da pré-impressão do JC, que trabalhou com Baglio por mais de duas décadas. Régio conta ainda que Baglio era muito metódico, documentava todo o processo, descobria e buscava novas máquinas no mercado, além de adorar o trabalho que fazia. “Ele entendia toda a parte mecânica”, conclui Régio.
Nascido em Villarosa, na Sicília, sul da Itália, mudou-se para São Paulo, onde consolidou sua atuação, trabalhando em veículos de comunicação, como consultor na área gráfica e professor. Depois veio a Porto Alegre, onde também teve passagem pela Zero Hora. “Foi um grande profissional e consultor na área gráfica. E deixou para muitos a herança do seu conhecimento”, comenta o filho Fabrizio Baglio.
"Amor definiu a vida do meu pai: pela família, pelo trabalho, pelos amigos, pela vida... sempre pronto para dar o seu melhor, a qualquer momento, para quem precisasse. Sempre lutou muito para chegar onde chegou, desde quando, com apenas 9 anos, chegou da Itália e, mesmo sem saber falar português, em uma semana já trabalhava para ajudar a família. Foi assim até o fim da sua vida. Exemplo de amor, de homem, de caráter, de luta e de integridade", completa o filho Pierangelo Baglio.
A cerimônia de despedida ocorreu na tarde desta quarta-feira no Cemitério São Miguel e Almas. Ele deixa a esposa, Lucia, os filhos Fabrizio e Pierangelo, a nora Laura, e os netos Giulia e Luca.
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