Porto Alegre, quarta-feira, 24 de março de 2021.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 24 de março de 2021.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

urbanismo

- Publicada em 13h28min, 24/03/2021. Atualizada em 14h50min, 24/03/2021.

Primeira família deixa prédio do Esqueletão em Porto Alegre

Segundo o município, 14 famílias estão dispostas a sair do prédio voluntariamente

Segundo o município, 14 famílias estão dispostas a sair do prédio voluntariamente


MARIANA CARLESSO/JC
A primeira família moradora do Esqueletão, construção inacabada no Centro Histórico de Porto Alegre, deixou sua residência para trás. A mudança ocorreu no sábado (20), com apoio da Secretaria Municipal de Habitação de Regularização Fundiária (SMAHRF).
A primeira família moradora do Esqueletão, construção inacabada no Centro Histórico de Porto Alegre, deixou sua residência para trás. A mudança ocorreu no sábado (20), com apoio da Secretaria Municipal de Habitação de Regularização Fundiária (SMAHRF).
O prédio XV de Novembro, construído na década de 1950, oferece riscos aos ocupantes. Após reuniões e atendimento aos moradores, a prefeitura da Capital identificou 14 famílias dispostas a serem registradas no Cadastro Único da Assistência Social (CADÚnico) e saírem voluntariamente.
Segundo o município, 12 famílias encaminharam a documentação necessária para o cadastro. Com isso, elas devem receber atendimento e acompanhamento no Centro de Referência da Assistência Social Centro (CRAS), auxílio moradia e cestas básicas.
Com relação aos moradores que não pretendem deixar o prédio voluntariamente, a prefeitura informa que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) aguarda a expedição de mandado judicial para a desocupação total do Esqueletão. O procedimento começou em março de 2020, mas foi suspenso devido à crise da Covid-19.
Com uma área superior a 13 mil metros quadrados, a construção que começou há décadas nunca foi concluída. A prefeitura afirma que, dos 19 pavimentos construídos, três são ocupados por moradias - algumas em situação precária. O térreo é ocupado por um centro comercial, com lojas de proprietários e inquilinos.
O imóvel é estimado em R$ 3,4 milhões e deixa uma dívida de R$ 1,7 milhão em impostos. Em 2019, o prédio foi declarado "de utilidade pública".
Comentários CORRIGIR TEXTO