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Saúde

- Publicada em 17h46min, 07/03/2021. Atualizada em 14h29min, 08/03/2021.

Drive-thru tem vacina, música e carinho de voluntários em Porto Alegre

O saxofonista Ramires recepcionou os idosos que chegavam para receber a dose no shopping

O saxofonista Ramires recepcionou os idosos que chegavam para receber a dose no shopping


PATRICIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Patrícia Comunello
Os drive-thrus têm sido uma alternativa para acelerar a vacinação, principalmente quando postos fecham, como aos sábados. Em Porto Alegre, as unidades nas quais os idosos são imunizados no carro vão além das doses. Recepção por voluntários, cuidados na abordagem e até música recepcionam os mais velhos. 
Os drive-thrus têm sido uma alternativa para acelerar a vacinação, principalmente quando postos fecham, como aos sábados. Em Porto Alegre, as unidades nas quais os idosos são imunizados no carro vão além das doses. Recepção por voluntários, cuidados na abordagem e até música recepcionam os mais velhos. 
No posto que operou três dias no estacionamento do Shopping Iguatemi, a primeira dose da vacina de Oxford foi aplicada e a segunda da Coronavac. A partir desta segunda-feira (8), a imunização se concentra em 34 postos.
A saudação de Fernando Aguzzoli Peres, faz toda a diferença, seja pela descontração e pela conversa com quem é o alvo da campanha:
"Fazemos a sua carteirinha de vacinação, comprovante que sobreviveu a 2020 (pandemia), e vai à frente para sair vacinado", fala à janela do carro. Como a primeira dose é a desenvolvida pela universidade britânica, Aguzzoli completa: "O senhor vai tomar a vacina de Oxford e já sai falando inglês na hora".
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Leme deu os parabéns a Aguzzoli pela abordagem: 'Precisamos de amparo e de uma palavra de otimismo'. Fotos: Patrícia Comunello/JC
Outra marca de quem recepciona as pessoas, é a abordagem. "Primeiro, tem de validar as emoções desse momento, depois de muito de clausura. Precisa olhar olho no olho para buscar conexão, ouvir, perguntar como está e falar com o idoso, não com o filho, filha ou cuidador", completa Aguzzoli, autor do livro Quem, eu?, que aborda a relação dele com a avó que tinha Doença de Alzheimer e que teria hoje 87 anos e poderia já ter sido vacinada.
"A gente precisa se sentir bem-vindo e não que está incomodando, precisamos de amparo e de uma palavra de otimismo", retribui o economista Sérgio Paes Leme, que agradeceu a conversa com os voluntários. "Vocês estão de parabéns."
Eduardo Baldasso, que coordenou os dez voluntários organizados pela EquipeG para atuar no drive-thru do Iguatemi, conta que a ação apoia a Secretaria da Saúde e já foi feita nos pontos montados no estádio Beira-Rio e na sede do Ministério Público do RS (MP-RS). "Estamos prontos para os próximos", avisa Baldasso.
O grupo tem profissionais de diversas áreas, que aderem à iniciativa por meio de contatos de amigos ou mesmo se prontificando para dedicar o tempo livre, esclarece o coordenador da equipe.  
Já a aposentada Maria Ledi, 80 anos, que mal havia feito a primeira dose, comentou: "Tô esperando que faça efeito". Maria Ledi chegou trazida pelo filho e ainda ao som do saxofone do músico Ricardo Ramires.
Esta era uma das surpresas para quem foi pela manhã ao shopping, que isenta o tíquete do estacionamento para a imunização, organizada pela prefeitura e com a aplicação das doses feitas por profissionais da rede de farmácias Panvel.
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'Tô esperando que faça efeito', disse Maria Ledi, ao receber a primeira dose da vacina no carro no shopping 
"Tocar durante a vacinação é um momento histórico. É muito importante para mim poder levar música e alegria para quem vem aqui receber as doses", diz Ramires, que é já foi músico da banda do Exército. O músico foi convidado pela direção da banda Municipal e coordenação de música da Secretaria Municipal da Cultura.
"O prefeito (Sebastião Melo) deu a ideia e os músicos estão presentes desde quinta-feira (4) nos drive-thrus", explicam Eliseu Rodrigues e Jorge Célio, da Banda Municipal e da área de música na pasta da Cultura. "Foi de uma hora para outra, mas deu muito certo", comenta Rodrigues. Ramires hoje é músico autônomo e sofre com a pandemia, devido á interrupção de eventos.
"Fomos muito prejudicados, então fazer música no momento da vacinação, tem um gostinho muito especial", anima-se o saxofonista.  
A servidora pública Cristiane Guimarães levou a mãe Maria da Conceição Oliveira, com 79 anos, e se emocionou duplamente: com a música e a hora da imunização. 
"A gente fica emocionado e que se expanda (a vacina) a todos", torce Cristiane, que registrou o momento da aplicação da dose pela técnica de enfermagem, como todos que estacionam fazem, e incluiu no repertório, para ficar na história da mãe, o solo de Ramires que executou composições bem populares.
A mãe de Cristiane exclamou, antes de estacionar no ponto de aplicação, sobre a apresentação do saxofonista: "Amei".

Vacinação se mantém na faixa acima de 79 anos   

No sábado (6), três drive-thrus funcionaram e aplicaram mais de 1,2 mil doses. A Capital está imunizando quem tem mais de 79 anos. Como as remessas já recebidas do governo estadual, dos lotes enviados pelo Ministério da Saúde, estão se esgotando - pois a segunda dose da Coronavac já está em andamento -, a Vigilância Sanitária não definiu quando haverá novos drive-thrus e nem novas faixas etárias.
"Sem qualquer possibilidade de ampliar para 78 anos", adianta o coordenador da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, Fernando Ritter.
"Vai começar a faltar em algumas unidades", diz Ritter, em relação ao fluxo diário de abastecimento das 34 unidades com aplicação. A situação foi verificada em postos na sexta-feira (5). Até agora, 117,4 mil pessoas foram vacinadas na Capital sendo quase 40 mil idosos.
No Estado, a pandemia segue em situação crítica. Foram 261 novas mortes notificadas no fim de semana. As restrições da bandeira preta, que vale até 21 de março, foram ampliadas para o comércio e locais de lazer, como praias. Uso incorreto de máscara vai dar multa de R$ 2 mil para a pessoa flagrada.
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