Porto Alegre, domingo, 21 de fevereiro de 2021.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 21 de fevereiro de 2021.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Educação

- Publicada em 12h42min, 21/02/2021. Atualizada em 17h22min, 21/02/2021.

Entidades defendem que escolas infantis permaneçam abertas na bandeira preta

Para associação, crianças terão de pagar a conta por aglomerações causadas fora das escolas

Para associação, crianças terão de pagar a conta por aglomerações causadas fora das escolas


ANSELMO CUNHA/PMPA/DIVULGAÇÃO/JC
Entidades representativas da Educação Infantil no Rio Grande do Sul defendem que creches e pré-escolas permaneçam abertas mesmo após 11 regiões gaúchas terem recebido a bandeira preta, de altíssimo risco de contágio pela Covid-19, no mapa prévio do distanciamento controlado do Governo do Estado, divulgado na sexta-feira (19). As medidas para restrição da circulação de pessoas começam na terça-feira (23).
Entidades representativas da Educação Infantil no Rio Grande do Sul defendem que creches e pré-escolas permaneçam abertas mesmo após 11 regiões gaúchas terem recebido a bandeira preta, de altíssimo risco de contágio pela Covid-19, no mapa prévio do distanciamento controlado do Governo do Estado, divulgado na sexta-feira (19). As medidas para restrição da circulação de pessoas começam na terça-feira (23).
Sob a bandeira preta, a educação infantil em creches e pré-escolas, e o Ensino Fundamental, de anos iniciais e finais, só pode ocorrer de forma remota. Segundo nota da Associação de Escolas Privadas de Educação Infantil do Rio Grande do Sul (Aepei RS), caso o modelo de distanciamento do governo do Estado seja aplicado na íntegra, “crianças inocentes terão de pagar a conta por aglomerações causadas fora das escolas, privando-as do ensino presencial”.
A entidade afirma que, nos 140 dias de retorno das atividades, foi possível comprovar que as salas de aula não são o foco de transmissão acelerada dos casos da Covid-19. Segundo a Aepei RS, pesquisa realizada em Porto Alegre com 2617 crianças de 176 escolas de educação infantil apontou que apenas 26 foram positivadas com coronavírus, o que representa apenas 0,9% do total.
A Aepei RS afirma que a interrupção das aulas neste momento causará um “retrocesso em todo processo de adaptação das crianças da primeira infância”, o que pode vir a provocar sérios problemas emocionais. “Foram sete meses de confinamento e agora que puderam ser acolhidas com carinho não só por seus professores, mas também por seus pares, não seria justo interromper todo este processo novamente. O ideal é seguir o modelo europeu, que mesmo em lockdown evitaram fechar as escolas”, destaca a nota da entidade
O Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Infantil do RS (Sindicreches RS) divulgou carta aberta neste sábado (20), afirmando que a entidade também não considera pertinente o fechamento das escolas infantis privadas no Estado. O documento aponta que não há evidências de surtos de Covid-19 nas escolas de Educação Infantil privadas, segundo levantamento epidemiológico de municípios e do Estado.
Além disso, o Sindicreches afirma que não há evidências de óbitos de crianças na faixa etária de 0 a 6 anos devido à doença. A entidade destaca que, “segundo estudos de pediatras, as crianças têm uma propensão menor à contaminação do coronavírus, justificando assim o bom andamento do das Escolas de Educação Infantil privadas desde a autorização do retorno”.
Até a manhã deste domingo (21), os hospitais de Porto Alegre apresentavam 97,56% de ocupação. Dois mostravam lotação acima da capacidade: o Complexo Hospitalar Santa Casa (109,09%) e o Divina Providência (105,71%). Outros cinco estavam com as Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) lotadas, com 100% de ocupação: Moinhos de Vento, São Lucas (Pucrs), Independência, Femina e Restinga.
Comentários CORRIGIR TEXTO