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Coronavírus

- Publicada em 14h50min, 19/02/2021. Atualizada em 15h23min, 19/02/2021.

Gestor da Saúde em Porto Alegre alerta sobre a pandemia: 'Perspectiva muito ruim e de risco'

Casos provocados por aglomerações e até cepa nova elevaram a pressão em hospitais

Casos provocados por aglomerações e até cepa nova elevaram a pressão em hospitais


LUIZA PRADO/JC
Mesmo com um quadro que já é de apreensão e que leva à suspensão de atendimentos em hospitais, um dos gestores da Secretaria da Saúde de Porto Alegre adverte sobre a evolução da pandemia:
Mesmo com um quadro que já é de apreensão e que leva à suspensão de atendimentos em hospitais, um dos gestores da Secretaria da Saúde de Porto Alegre adverte sobre a evolução da pandemia:
"A circulação viral com maior risco de infecciosidade e a ocupação do sistema (hospitalar) dão perspetiva muito ruim e de risco para os próximos dias".
O diagnóstico foi feito pelo diretor de Atenção Hospitalar e Urgências da SMS, João Marcelo Lopes Fonseca, em vídeos na manhã desta sexta-feira (19). Dois fatores são elencados por Fonseca como decisivos para o cenário do momento, no qual as UTIs registram o segundo período de maior número de doentes Covid durante toda a crise sanitária. Eram 334 na manhã desta sexta-feira. A ocupação geral é de quase 93%. 
Além disso, a "rápida aceleração de casos para internação", segundo o diretor, e mais casos confirmados do novo coronavírus apontam que a faixa etária dos infectados reduziu. Esta situação pode ter relação com aglomerações, que são dominadas por mais jovens, e ainda com a circulação de cepas virais diferentes e com mais taxa de transmissão, segundo o direttor. 
Em Gramado, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) confirmou o registro da linhagem P.1, conhecida como variante de Manaus, e que matou um idoso. O Cevs faz rastreamento para identificar se há mais casos no Estado.
O diretor de internação comenta que as medidas para lidar com a pressão por atendimento abrangem a reabertura de leitos, repondo a capacidade que existia em agosto e setembro de 2020 - quando houve maior demanda por leitos -, e a montagem de novas unidades dentro dos hospitais. 
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Prioridade dada aos casos de Covid gera maior lotação e demora para transferir doentes em emergências. Foto: Marco Quintana/Arquivo
Sobre a suspensão de cirurgias eletivas que já está ocorrendo, Fonseca explica que "é necessária para liberar mais leitos e recursos humanos para atender a maior demanda de Covid e nas próprias emergências". 
Mas o gestor lembra que cirurgias que não são consideradas urgentes, mas que podem comprometer a saúde os pacientes se forem adiadas, precisam ser feitas, como casos de câncer e enfermidades que indiquem riscos futuros. 
Diante da maior demanda da pandemia, emergências e prontos atendimentos enfrentam maior lotação com aumento do tempo de espera para transferir casos não Covid para leitos hospitalares.
"Começamos a priorizar casos de maior complexidade com Covid para que sejam levados aos locais adequados. Isso pode significar restrição em algumas emergências", admite o diretor. 
Fonseca fez um apelo que mesmo quem já teve a doença e recebeu as doses da vacina adotem cuidados máximos.
"É extremamente necessário evitar que a demanda venha a aumentar. É uma perspectiva possível, é um cenário real, e temos de fazer todos os esforços para que isso se estabilize", completou o gestor. 
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