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ensino superior

- Publicada em 12h35min, 19/02/2021. Atualizada em 15h46min, 19/02/2021.

IPA anuncia suspensão imediata de cursos e demissão de professores

Decisão impacta estudantes, incluindo formandos, e professores, que já têm pendências salariais

Decisão impacta estudantes, incluindo formandos, e professores, que já têm pendências salariais


CENTRO UNIVERSITário/DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Soprana
A poucos dias da retomada das aulas presenciais, o Centro Universitário Metodista (IPA), em Porto Alegre, anunciou o fechamento de 12 dos 22 cursos de graduação e a demissão de professores. Segundo a instituição, após ser fortemente impactada pela pandemia, a decisão objetiva a retomada do equilíbrio financeiro.
A poucos dias da retomada das aulas presenciais, o Centro Universitário Metodista (IPA), em Porto Alegre, anunciou o fechamento de 12 dos 22 cursos de graduação e a demissão de professores. Segundo a instituição, após ser fortemente impactada pela pandemia, a decisão objetiva a retomada do equilíbrio financeiro.
“O IPA busca a reestruturação de seu equilíbrio financeiro e a possibilidade de retomada do crescimento a partir da oferta de um número menor de cursos alinhados à sua trajetória histórica”, informou a instituição da rede Metodista, por nota.
O Centro Universitário determinou a suspensão imediata dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Serviço social, Jornalismo, Publicidade e Propaganda,  Música, Arquitetura e Urbanismo, Pedagogia, Ciências Contábeis, Ciências Biológicas, Administração e Design de Interiores.
Seguem operando os cursos da Saúde - Biomedicina, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Educação Física, Enfermagem, Nutrição e Psicologia -, assim como Direito e Turismo.
Segundo o IPA, foram afetados 20% dos 1,7 mil alunos da instituição, incluindo formandos. O Centro Universitário afirma que as inscrições para o vestibular de 2021/1 seguem abertas, assim como transferências para os cursos mantidos.
"Os alunos matriculados e vinculados aos semestres em andamento dos cursos com supressão de turmas serão contatados para serem orientados quanto às ações necessárias, com vistas a atender plenamente o direito de cada estudante, com o oferecimento de alternativas para a conclusão dos seus estudos, sem prejuízos acadêmicos e financeiros", diz a nota.
A instituição Metodista acumula uma série de pendências salariais com os funcionários. Desde 2018, os professores suspenderam as aulas cinco vezes, em manifestação contra os recorrentes atrasos nos pagamentos.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS), Marcos Fuhr, entre abril e outubro de 2019, o IPA pagou mensalmente apenas meio salário aos professores. De novembro em diante, o pagamento foi ampliado para 70% do salário. Fuhr ainda relata que, em dezembro do mesmo ano, não foram entregues o um terço de férias nem o 13º salário.
O número de professores demitidos ainda não foi divulgado. A estimativa do Sinpro-RS é de 40 a 50 desligamentos. Com isso, o IPA soma um novo impasse: o pagamento das rescisões.
“Os professores precisam receber esses salários atrasados e ainda os 40% de fundo de garantia (FGTS), o que precisa ser integralizado. Eles estão há mais de cinco anos sem recolher o FGTS”, ressalta.
Uma reunião para acertar as pendências está marcada para a manhã de segunda-feira (22), junto ao início das aulas. O dia também será marcado por um protesto estudantil em frente à reitoria do Centro Universitário, por parte dos alunos frustrados com o cancelamento dos cursos.
“Será fechada mais da metade dos cursos. É claro que isso é um baque, e os estudantes estão inconformados. Os professores que foram desligados estão mais do que inconformados, mas apreensivos com a perspectiva dos créditos rescisórios. O sindicato fará o empenho para garantir esses direitos”, afirma Fuhr.
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