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Urbanismo

- Publicada em 11h52min, 23/01/2021. Atualizada em 22h15min, 25/01/2021.

Porto Alegre deve ter parque suspenso sobre o trensurb ao estilo nova-iorquino

Inspiração é o High Line em Nova York, área de lazer com jardins e programação artística

Inspiração é o High Line em Nova York, área de lazer com jardins e programação artística


Fotos Mike Tschappat/The High Line/Divulgação/JC
Roberta Mello
Um parque suspenso sobre os trilhos do Trensurb se estendendo da Estação Mercado até a Rodoviária promete mudar a relação dos porto-alegrenses com o Guaíba e a visão de quem chega à cidade. O projeto audacioso é inspirado no The High Line, de Nova York, nos Estados Unidos - misto de passeio, jardim e galeria a céu aberto que ressignificou uma linha de trem abandonada.
Um parque suspenso sobre os trilhos do Trensurb se estendendo da Estação Mercado até a Rodoviária promete mudar a relação dos porto-alegrenses com o Guaíba e a visão de quem chega à cidade. O projeto audacioso é inspirado no The High Line, de Nova York, nos Estados Unidos - misto de passeio, jardim e galeria a céu aberto que ressignificou uma linha de trem abandonada.
A versão gaúcha do calçadão se estenderia ao longo de um trecho de 1430 metros. A ideia é devolver o rio à cidade, diz o secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos, Cézar Schirmer, e "lidar com a questão do muro da vergonha (Muro da Mauá) - algo que tanto eu quanto o prefeito (Sebastião Melo) achamos que não funciona".
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Versão gaúcha do calçadão se estenderia ao longo de um trecho de 1430 metros
"O local será transformado em um espaço de convivência, de passeio, com jardins suspensos", adianta Schirmet. O projeto ainda não está totalmente detalhado, mas já foi assunto de reunião entre integrantes da Secretaria de Planejamento e a direção do Trensurb.
A iniciativa é parte da agenda prioritária de Schirmer de revitalizar o Centro Histórico de Porto Alegre. "O Centro, que deveria ser um cartão de visitas está muito degradado. Hoje, quem chega à Capital tem uma visão tão negativa que é capaz de dar meia volta", lamenta o secretário.

Prioridade no momento é desocupar o Esqueletão

As ações mais urgentes da pasta, porém, são outras: reformar a Fonte Talavera, em frente ao Paço Municipal, terminar a reforma do Mercado Público e dar um destino ao "Esqueletão". O prédio de 19 andares que se ergue com fisionomia assustadora no coração do Centro, na esquina da rua Floriano Peixoto com a avenida Otávio Rocha, está inacabado há quase 70 anos e preocupa não só pela questão estética. Um laudo afirma que o imóvel corre risco de desabar.
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Revitalizar o Centro Histórico da Capital é uma das prioridades do secretário do Planejamento Cézar Schirmer Foto: Luiza Prado/JC
A prefeitura entrou no início deste ano com novo mandado judicial pedindo a desocupação do imóvel. A ação já havia sido movida pela gestão anterior, mas a saída dos moradores foi suspensa em 2020 devido à pandemia do novo coronavírus.
No novo pedido de desocupação, a prefeitura garante que irá realizar pagamento de auxílio-moradia à população em situação de vulnerabilidade social que vive no local. Segundo Schirmer, "é melhor para essas pessoas saírem de lá" tendo em vista que o local corre risco de desabamento.
Além disso, a Procuradoria Geral do Município (PGM) ainda enfrenta dificuldade para localizar os proprietários das salas, a maioria completamente vazias e inacabadas. Mesmo assim, Schirmer garante que a saída para esse imbróglio não deve tardar.
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