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Transportes

- Publicada em 12h07min, 20/01/2021. Atualizada em 16h41min, 20/01/2021.

Empresas pedem revisão do valor da passagem de ônibus de Porto Alegre

Setor amarga alta nos custos da operação e queda no número de passageiros

Setor amarga alta nos custos da operação e queda no número de passageiros


PATRICIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Roberta Mello
O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou, na manhã desta quarta-feira (20), na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o pedido de revisão tarifária do serviço. A entidade não aponta o possível aumento no valor da passagem, mas pede a atualização dos custos. Em janeiro de 2020, os cálculos próprios da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) determinavam que o preço da passagem poderia ir para R$ 5,20.
O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou, na manhã desta quarta-feira (20), na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o pedido de revisão tarifária do serviço. A entidade não aponta o possível aumento no valor da passagem, mas pede a atualização dos custos. Em janeiro de 2020, os cálculos próprios da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) determinavam que o preço da passagem poderia ir para R$ 5,20.
A solicitação de abertura de uma mesa de negociação ocorre após assembleia realizada nessa terça-feira (19) pelos rodoviários.Os trabalhadores acataram a proposta do Sindicato das Empresas de Ônibus que prevê a manutenção dos atuais valores salariais e de vale-refeição. Deve ser feita, ainda, a reposição da taxa de inflação acumulada de 2020 (4,52% de acordo com o IPCA/IBGE). Em contrapartida, foram preservados e assegurados todos os benefícios das demais cláusulas, como o vale-refeição nas férias e quinquênio, mantendo ainda o mesmo valor do plano de saúde.
O Seopa registra, no pedido de revisão, algumas variações de custos do serviço. Em comparação com 2019, o diesel subiu 5,66% e o preço médio do ônibus 41,35%.
No documento, a entidade aponta ainda a queda de mais de 50% em 2020 no número de passageiros. Destaca também que, embora em um contexto difícil, as empresas de ônibus têm feito investimentos em novas tecnologias - como GPS, monitoramento por câmera e recarga expressa - e adotado medidas de prevenção para segurança de passageiros e funcionários neste momento de pandemia.

ATP acredita que pode ser o momento de um subsídio estatal ao preço da passagem

A Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) avisa que, dada a gravidade da situação, pode ser o caso de a prefeitura de Porto Alegre começar a subsidiar o preço praticado no município. O engenheiro de Transporte da ATP, Antônio Augusto Lovatto, diz que a falta de um reajuste na passagem há dois anos combinada com a queda no número de passageiros e a crise agravada pela pandemia preocupam o setor. 
A distinção entre a tarifa técnica e a tarifa paga pelos usuários não é difícil de ser aplicada nem uma novidade, avisa Lovatto. "Isso já ocorre em Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo e em muitas outras cidades do mundo. É o que garante acesso aos ônibus e qualidade no transporte”, comenta o engenheiro da ATP. 
O número de passageiros de ônibus transportados em 2020 caiu mais de 50% em Porto Alegre na comparação com o ano de 2019. Conforme a ATP, o principal motivo para o recuo em 2020 foi a pandemia, mas a entidade já vem relatando ano a ano a diminuição no número de passageiros. 
Dados da ATP revelam que em 2020 as empresas chegaram a transportar somente 20% da demanda em alguns períodos. Embora em um contexto difícil, a entidade reforça que foram feitos investimentos em novas tecnologias e adotadas medidas de prevenção para segurança de passageiros e funcionários.
Para a ATP, entre as medidas para a recuperação do setor estão a revisão das isenções e a busca de receitas extra tarifárias, revertendo em um fundo do transporte, que possa ser utilizado para custear as gratuidades e outras necessidades do serviço.
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