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DISTANCIAMENTO CONTROLADO

- Publicada em 18h50min, 11/12/2020. Atualizada em 19h21min, 19/02/2021.

Pela primeira vez, RS tem duas regiões em bandeira preta no mapa preliminar

Momento é de alerta no RS, que teve aumento em todos os indicadores da pandemia

Momento é de alerta no RS, que teve aumento em todos os indicadores da pandemia


LUIZA PRADO/JC
O agravamento dos indicadores da pandemia no Rio Grande do Sul determinou, pela primeira vez desde a implantação do distanciamento controlado, em maio, que o Estado tenha regiões em bandeira preta. No mapa preliminar divulgado pelo governo gaúcho nesta sexta-feira (11), Bagé e Pelotas receberam classificação altíssima de risco epidemiológico, enquanto outras 19 regiões permaneceram em bandeira vermelha e apenas Cruz Alta migrou para a bandeira laranja.
O agravamento dos indicadores da pandemia no Rio Grande do Sul determinou, pela primeira vez desde a implantação do distanciamento controlado, em maio, que o Estado tenha regiões em bandeira preta. No mapa preliminar divulgado pelo governo gaúcho nesta sexta-feira (11), Bagé e Pelotas receberam classificação altíssima de risco epidemiológico, enquanto outras 19 regiões permaneceram em bandeira vermelha e apenas Cruz Alta migrou para a bandeira laranja.
Determinou para esse resultado a constante redução de leitos de UTI livres e o aumento de casos e de internações por coronavírus nessas duas regiões. A bandeira preta é a restrição máxima prevista no modelo, que vigora desde maio, e significa que tanto a capacidade hospitalar como o contágio pela Covid-19 alcançaram níveis críticos.
Como o mapa definitivo será apresentado na segunda-feira (14), as novas regras e restrições mais rígidas às regiões poderão passar a valer a partir da próxima terça-feira (15). Segundo o governo do Estado, o momento é de extremo alerta, pois o Rio Grande do Sul teve aumento em quase todos os indicadores, e houve elevação de 14% nas hospitalizações por Covid-19 (de 1.174 para 1.338 casos), maior número desde o início do monitoramento.
Também houve registro de número mais elevado de pacientes em UTI, em leitos clínicos e de óbitos. As mortes cresceram 15% nesta semana, chegando a 409 registros. Como resultado, há o menor número de leitos livres (407) no Estado, bem como a menor razão de leitos livres para cada ocupado (0,44), que baixou de 0,5 também pela primeira vez. Por isso, o governo do Estado reforça a necessidade de a população seguir os protocolos e as regras sanitárias estabelecidas pelo modelo. Até as 6h de domingo (13), municípios e associações podem enviar pedidos de reconsideração ao mapa preliminar.
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Pelotas e Bagé chegaram a grau máximo de risco epidemiológico, e apenas Cruz Alta está em bandeira laranja Arte: Reprodução/Palácio Piratini
MUDANÇA DE BANDEIRAS
Macrorregião Sul: de vermelha para preta
Em bandeira preta, as regiões de Bagé e Pelotas (Macrorregião Sul) compreendem 28 municípios (9,3%) da população gaúcha. Em relação ao número de óbitos, Pelotas é a que teve registros mais expressivos, 41 mortes confirmadas por Covid-19 nesta semana, quase o dobro da semana passada (23 óbitos). Já Bagé, registrou mais 10 mortes nesta semana, o mesmo indicador da rodada anterior, mas quintuplicou os registros na comparação com a semana retrasada, quando houve duas mortes.
Ambas as regiões já vinham apresentando aumento em indicadores nas últimas semana. A macrorregião Sul registrou também aumento em termos de ocupação de leitos de UTI, tanto para casos de Covid-19 (de 38 para 50) como por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), de 54 para 74. Com isso, houve redução de 50% na oferta de leitos livres para tratamento intensivo na região, que agora está com 15 unidades – na semana anterior eram 30 e, na retrasada, 35. Contabilizou avanço também no acumulado de sete dias em termos de internações em leitos clínicos: foram 102 ante 75.
Também houve piora na capacidade de atendimento. Enquanto na semana passada havia 0,79 leito de UTI livre para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana o indicador passou para 0,30 – número mais baixo entre todas as macrorregiões e da série histórica de todo o modelo.
Pelo mapa preliminar, 456 municípios estão classificados em bandeira vermelha (89,3% da população gaúcha). Desses, 162 municípios (6,4% da população gaúcha) podem adotar protocolos de bandeira laranja, por cumprirem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não tendo óbitos ou hospitalizações nos últimos 14 dias. Essa regra só é válida para municípios em regiões de bandeira vermelha, para que possam adotar protocolos de bandeira laranja. Ou seja, não se aplica a municípios de regiões em bandeira preta e laranja.
Dos 28 municípios em bandeira preta (1,05 milhão de habitantes, 9,3% do RS), oito não registraram óbitos ou hospitalizações (65.181 habitantes, 0,6%).
RESUMO DA 32ª RODADA
Regiões que apresentaram piora (3)
VERMELHA > PRETA
Bagé
Pelotas
LARANJA > VERMELHA
Taquara
Regiões que continuaram iguais (17)
VERMELHA
Guaíba
Cachoeira do Sul
Canoas
Capão da Canoa
Caxias do Sul
Erechim
Ijuí
Lajeado
Novo Hamburgo
Palmeira das Missões
Passo Fundo
Porto Alegre
Santa Cruz do Sul
Santa Maria
Santa Rosa
Santo Ângelo
Uruguaiana
Região que apresentou melhora (1)
VERMELHA > LARANJA
Cruz Alta
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