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Violência

- Publicada em 10h42min, 20/11/2020. Atualizada em 14h10min, 20/11/2020.

Leite: 'São cenas incontestes de excesso de violência'

Governador se manifestou ao lado do comandante da BM e da chefe de Polícia do RS

Governador se manifestou ao lado do comandante da BM e da chefe de Polícia do RS


Reprodução/JC
O governador Eduardo Leite se pronunciou em vídeo lamentando a morte João Alberto Silveira, nas dependências do supermercado Carrefour, em Porto Alegre. Silveira, negro de 40 anos, foi espancado até morrer por dois homens brancos, que atuavam como seguranças do local, um deles policial militar temporário que não estava em serviço.
O governador Eduardo Leite se pronunciou em vídeo lamentando a morte João Alberto Silveira, nas dependências do supermercado Carrefour, em Porto Alegre. Silveira, negro de 40 anos, foi espancado até morrer por dois homens brancos, que atuavam como seguranças do local, um deles policial militar temporário que não estava em serviço.
'Beto', como era chamado por amigos e familiares, tinha acabado de fazer compras no mercado.
Leite estava acompanhado do comandante-geral da Brigada Militar, coronel Rodrigo Mohr Picon, e da Chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor.
Leite destacou que o crime bárbaro ocorreu justamente às vésperas do Dia da Consciência Negra e que será acompanhado de perto pelo governo.
De acordo com o comandante-geral da Brigada Militar, o PM temporário prestava apenas serviços internos administrativos na corporação e não tinha vínculo com o Estado. Ele será excluído da corporação e responderá civilmente pelo crime.
Leite reforçou ainda que o governo lançará no dia 10 de dezembro uma delegacia para apurar os crimes de intolerância, um projeto que já estava em andamento e que deve ser acelerado pela indignação com o excesso de violência e barbárie do caso.
“São cenas que deixam a todos indignados. Todos os esforços do Estado serão feitos nesta apuração. São cenas incontestes de excesso de violência. Os envolvidos já respondem em inquérito por homicídio triplamente qualificado (por asfixia, e sem possibilidade de resistência da vítima)”, declarou Leite.
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