Porto Alegre, sexta-feira, 13 de novembro de 2020.

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Coronavírus

- Publicada em 20h59min, 12/11/2020.

Contaminação por Covid-19 em funcionários do transporte coletivo de Porto Alegre é menor do que a da população geral

Redução de R$ 0,15 foi publicada em edição extra do Diário Oficial do município na sexta-feira (6)

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JOYCE ROCHA/JC
Yasmim Girardi
No início da pandemia, era comum que as pessoas tivessem medo de utilizar transporte coletivo, tendo em vista que pode ser um espaço com grande fluxo de pessoas e com pouca ventilação. Um levantamento feito pela Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) mostrou, porém, que a contaminação por coronavírus entre os funcionários das empresas privadas de transporte coletivo por ônibus é em média 35% inferior aos números da população em geral da Capital, indicando que os ônibus não são ambientes com alto nível de transmissão quando os devidos cuidados são tomados.
No início da pandemia, era comum que as pessoas tivessem medo de utilizar transporte coletivo, tendo em vista que pode ser um espaço com grande fluxo de pessoas e com pouca ventilação. Um levantamento feito pela Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) mostrou, porém, que a contaminação por coronavírus entre os funcionários das empresas privadas de transporte coletivo por ônibus é em média 35% inferior aos números da população em geral da Capital, indicando que os ônibus não são ambientes com alto nível de transmissão quando os devidos cuidados são tomados.
O balanço é baseado em dados dos três últimos meses. Em agosto deste ano, as empresas privadas de ônibus divulgaram que 0,8% dos funcionários tinham sido diagnosticados com a Covid-19, ante 1,3% da população em geral de Porto Alegre. Em setembro, o número de colaboradores com a doença ficou em 1,3%, enquanto o índice de contaminação entre os porto-alegrenses foi de 1,9%. Já em outubro, o índice dos funcionários foi para 1,6% e o da população para 2,4%. De acordo com a ATP, todos os colaboradores ativos diagnosticados com a doença estão se recuperando bem. A associação não registra nenhum óbito entre funcionários.
"No começo da pandemia, recebemos nos nossos celulares muitos materiais falando sobre os perigos de andar de ônibus. Esses números provam que o transporte coletivo não é um dos vetores de transmissão do vírus", defende o engenheiro de transporte da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Antônio Augusto Lovatto. É obrigatório o uso de máscara por funcionários e passageiros e, para Lovatto, esse é um dos motivos pelos quais os números não são maiores. "Além disso, o ônibus é um local em que as pessoas não ficam longos períodos de tempo e não conversam ou gritam, elas têm um comportamento mais passivo."
O médico infectologista do Hospital Fêmina Vicente Antonello explica que esses fatores influenciam no número de infectados. "Deixar as janelas aberta, fazer a higiene de mãos, manter isolamento e usar a máscara corretamente são questões práticas que fazem com que a contaminação seja menor", afirma. Quanto ao comportamento passivo, Antonello concorda e ressalta, ainda, a importância do uso de máscara. "O fato de alguém não estar abrindo a boca, falando ou gritando, diminui os riscos de contaminação porque ficar de boca fechada gera menos gotículas. Mesmo sem falar, a máscara serve para proteger a si e aos outros."
O infectologista vê o número como uma diminuição bem significativa, mas entende que não surpreende. "É muito mais fácil organizar funcionários de uma empresa e fiscalizar o uso de máscara em um local como o ônibus, cuidando da proteção coletiva, do que depender da proteção individual. Se eu for no parque, vou ver muitas pessoas sem máscaras, porque não tem ninguém as cobrando de usar", defende.
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