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Saúde

- Publicada em 11h50min, 14/10/2020.

Greve no Imesf fecha sete postos e deixa 35 mil sem atendimento, diz prefeitura

Conforme a prefeitura, categoria não aceitou nenhuma proposta apresentada em 11 reuniões

Conforme a prefeitura, categoria não aceitou nenhuma proposta apresentada em 11 reuniões


SINDISAÚDE RS/DIVULGAÇÃO/JC
Juliano Tatsch
Os profissionais de saúde ligados ao Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) entraram em greve nesta quarta-feira (14). O órgão é o centro de uma disputa judicial entre a prefeitura da Capital e entidades ligadas aos trabalhadores desde que o Supremo Tribunal de Federal (STF) determinou a inconstitucionalidade da lei que criou o instituto, ocasionando, em razão disso, a sua extinção. Conforme a prefeitura, até as 11h da manhã desta quarta-feira, foram registradas sete Unidades de Saúde fechadas em razão da greve, deixando 35 mil pessoas sem atendimento em saúde.
Os profissionais de saúde ligados ao Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) entraram em greve nesta quarta-feira (14). O órgão é o centro de uma disputa judicial entre a prefeitura da Capital e entidades ligadas aos trabalhadores desde que o Supremo Tribunal de Federal (STF) determinou a inconstitucionalidade da lei que criou o instituto, ocasionando, em razão disso, a sua extinção. Conforme a prefeitura, até as 11h da manhã desta quarta-feira, foram registradas sete Unidades de Saúde fechadas em razão da greve, deixando 35 mil pessoas sem atendimento em saúde.
Unidades de Saúde fechadas pela greve:
Região Leste/Nordeste
  • Unidade Mato Sampaio
  • Unidade Batista Flores
  • Unidade Jardim Protásio Alves
  • Unidade Wenceslau Fontoura
  • Unidade Safira Nova
  • Unidade Vila Brasília
Região Norte/Eixo Baltazar
  • Unidade Santo Agostinho
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que segue todas as determinações judiciais. "A rescisão dos contratos de trabalho dos profissionais ligados ao Imesf segue decisão do TJ-RS que declarou o Imesf inconstitucional, com trânsito em julgado certificado pelo STF", diz a secretaria.
Segundo a SMS, foram realizadas 11 reuniões com a categoria, que não aceitou nenhuma proposta do Executivo Municipal. Assim, sendo, não haveria mais margem para negociação. "Após encerramento da mediação, os contratos de trabalho foram declarados nulos por sentença proferida pela Justiça do Trabalho, em ações movidas pelos sindicatos", diz a prefeitura.
Atualmente, o Imesf conta com 1.128 profissionais ativos, sendo que somados inativos e afastados o total é de 1.264. As categorias estão distribuídas da seguinte forma:
  • Agentes Comunitários de Saúde - 511
  • Agentes de Combate às Endemia - 82
  • Auxiliar de Saúde Bucal - 56
  • Cirurgião Dentista - 64
  • Enfermeiros - 139
  • Médicos - 7
  • Técnicos de Enfermagem - 206
  • Técnicos em Saúde Bucal - 28
  • Cargos Administrativos e Área Técnica - 35
A prefeitura ressalta que a contratação de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias está sendo realizada de forma direta pelo município através do processo seletivo público que terá resultado homologado nos próximos dias.
O governo aponta que, com o novo modelo de gestão da atenção básica, greves e desassistência para a população não irão ocorrer, "tampouco o porto-alegrense ficará refém de interesses político sindicais de categorias, em pleno período de pandemia e campanha de vacinação."
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