Porto Alegre, quarta-feira, 23 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 23 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

ensino superior

- Publicada em 18h39min, 23/09/2020. Atualizada em 21h22min, 23/09/2020.

Novo reitor da Ufrgs quer reduzir a evasão acadêmica

Carlos André Bulhões comandará a Universidade Federal do RS por quatro anos

Carlos André Bulhões comandará a Universidade Federal do RS por quatro anos


JOYCE ROCHA/JC
Osni Machado
O novo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o professor Carlos André Bulhões,  aponta a redução da evasão de alunos da instituição como uma de suas metas para a gestão de quatro anos à frente da Ufrgs, mandato que começou na segunda-feira, quando ele tomou posse. Formado em Engenharia Civil, é alagoano, professor desde os anos 1980 e funcionário da Ufrgs há décadas.
O novo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o professor Carlos André Bulhões,  aponta a redução da evasão de alunos da instituição como uma de suas metas para a gestão de quatro anos à frente da Ufrgs, mandato que começou na segunda-feira, quando ele tomou posse. Formado em Engenharia Civil, é alagoano, professor desde os anos 1980 e funcionário da Ufrgs há décadas.
Bulhões estima que, em torno de 40% dos estudantes que ingressam na universidade não concluem o curso superior na instituição, o que, na sua avaliação, provoca um desperdício de recursos da sociedade, que seriam melhor aproveitados se mais acadêmicos se formassem nas vagas ofertadas.
Nesse aspecto de aproveitamento de recursos, o novo reitor pretende reduzir a estrutura administrativa de sete pró-reitorias e sete secretarias, diminuindo o número de pessoas na administração central, e realocando para as faculdades, na atividade-fim. "A universidade existe para o ensino, pesquisa e extensão. Queremos fazer mais com o que se tem e sem pedir dinheiro para ninguém", justifica. 
A Ufrgs recebe do Ministério da Educação R$ 2 bilhões anuais em recursos, sendo cerca de 90% destinado ao pagamento de pessoal - aproximadamente a metade vai para aposentados. Segundo Bulhões, uma forma de lidar com esta situação, prevista na Constituição, está na capacidade da universidade em gerar, interagir e dialogar mais com a sociedade, com setores públicos, privados e internacionais para captar e administrar recursos próprios.
Além de uma boa gestão do orçamento, Bulhões salienta que outro compromisso assumido é o diálogo da universidade com a sociedade. Em relação aos protestos por ter sido escolhido na lista tríplice, tendo sido o terceiro mais votado, o reitor diz que respeita as manifestações, mas destaca a legalidade do processo, salientando que é hora de pensar o futuro e não ficar olhando pelo retrovisor.
Desta forma, Bulhões já está em contato com outras universidades para trata de ações sobre o Pacto Alegre, acordo entre instituições de ensino superior, governo, iniciativa privada e sociedade civil para estimular o empreendedorismo colaborativo e a inovação em Porto Alegre.
A Pró-Reitoria de Inovação e Assuntos Institucionais da Ufrgs será comandada por Geraldo Pereira Jotz, médico e professor, que destaca como foco a aproximação da universidade com a sociedade, buscando soluções no pós-pandemia de Covid-19. Jotz diz que a participação da Ufrgs neste momento é muito importante e um dos caminhos é por meio da inovação e do empreendedorismo.
Bulhões e Jotz estiveram no Jornal do Comércio nesta quarta-feira (23), ao lado do novo secretário de Comunicação da Ufrgs, o professor André Prytoluk, da Faculdade de Comunicação. Eles foram recebidos pelo diretor-presidente do Jornal do Comércio, Mércio Tumelero, e pelo diretor de Operações, Giovanni Jarros Tumelero.
Comentários CORRIGIR TEXTO