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Corrupção

- Publicada em 09h51min, 23/09/2020. Atualizada em 12h03min, 23/09/2020.

PF investiga desvio de mais de R$ 2 milhões na Santa Casa em Santana do Livramento

Investigação apura o desvio em contrato firmado entre a Santa Casa, sob intervenção da prefeitura de Livramento, e uma organização social do Espírito Santo

Investigação apura o desvio em contrato firmado entre a Santa Casa, sob intervenção da prefeitura de Livramento, e uma organização social do Espírito Santo


POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO/JC
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (23) a “Operação Sem Misericórdia”, que investiga o desvio de mais de R$ 2 milhões em recursos do SUS destinados à Santa Casa de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O desvio tem conexão com o Estado do Espírito Santo.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (23) a “Operação Sem Misericórdia”, que investiga o desvio de mais de R$ 2 milhões em recursos do SUS destinados à Santa Casa de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O desvio tem conexão com o Estado do Espírito Santo.
Policiais federais cumpriram dez mandados de busca e apreensão nos município gaúcho de Sarandi, no norte do Estado, e no Espírito Santo nas cidades de Vitória, Vila Velha, Afonso Cláudio, Venda Nova do Imigrante e São Domingos do Norte. A ação policial também inclui ordens judiciais de sequestro de bens, de bloqueio de contas bancárias e medidas cautelares de natureza pessoal, expedidos pela 22ª Vara Federal de Porto Alegre.
A investigação apura o desvio de recursos públicos a partir de contrato firmado entre a Santa Casa de Misericórdia, sob intervenção da prefeitura municipal de Santana do Livramento, e uma organização social do Espírito Santo responsável pela gestão do hospital durante o período de maio a novembro de 2019.
No período do contrato, a organização social subcontratou duas empresas pertencentes ao mesmo grupo criminoso para a execução de atividades de assessoria e consultoria, em valor global superior a um milhão de reais, como forma de justificar o desvio de verbas realizado por diversas transferências bancárias ao longo de todo o período, bem como permitir a contabilização nas empresas de destino como se os recursos fossem lícitos.
Além disso, notas fiscais e contratos com empresas de fachada foram forjados com o propósito de sustentar as transferências ocorridas anteriormente sem o adequado lastro contábil.
A estimativa é de que mais de R$ 1,5 milhão foram repassados para diversas pessoas físicas investigadas, principalmente para o diretor da organização social contratada pela prefeitura, que efetuou no período de contrato saques em espécie que somaram mais de R$ 500 mil.
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