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Ensino Superior

- Publicada em 12h47min, 17/09/2020. Atualizada em 14h28min, 17/10/2020.

Reitor da Ufrgs escolhido por Bolsonaro fala pela primeira vez após nomeação

Bulhões, que é professor da Engenharia, foi o terceiro colocado na consulta direta na Ufrgs

Bulhões, que é professor da Engenharia, foi o terceiro colocado na consulta direta na Ufrgs


DIVULGAÇÃO UFRGS/JC
escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o professor Carlos André Bulhões, terceiro colocado em consulta direta na instituição, vai falar pela primeira vez nesta quinta-feira (17) desde a nomeação. O mandato é de quatro anos. O atual reitor, Rui Oppermann, ficou em primeiro lugar na consulta. A Ufrgs é a melhor universidade federal, pelos critérios de avaliação do Ministério da Educação (MEC).   
escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o professor Carlos André Bulhões, terceiro colocado em consulta direta na instituição, vai falar pela primeira vez nesta quinta-feira (17) desde a nomeação. O mandato é de quatro anos. O atual reitor, Rui Oppermann, ficou em primeiro lugar na consulta. A Ufrgs é a melhor universidade federal, pelos critérios de avaliação do Ministério da Educação (MEC).   
Bulhões, que graduou em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) no começo dos anos de 1980 e depois fez a carreira no Rio Grande do Sul e pós-graduações no exterior, é professor do  Departamento de Obras Hidráulicas do Instituto de Pesquisas Hidráulicas.
Desde que foi oficializada, a escolha virou alvo de polêmica. Mesmo após o resultado da votação, a lista tríplice precisa ser encaminhada pelo Conselho Universitário (Consun) para o aval final do presidente da República.
Protesto da comunidade universitária ocorre no começo da tarde desta quinta.
Na semana passada, o deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) havia afirmado que Bulhões seria o escolhido de Bolsonaro para ocupar o cargo.
A deputada gaúcha Maria do Rosário (PT) protocolou um projeto para barrar a nomeação do professor Carlos André Bulhões como reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).  
O futuro reitor, segundo a escolha do presidente, dará entrevista coletiva a partir das 15h. Desde essa quarta-feira (16), quando foi confirmada a informação da nomeação, o Jornal do Comércio busca ouvir o futuro reitor.   
A transmissão ocorrerá a partir das 15h, pela plataforma do Zoom e vai durar uma hora e 15 minutos, conforme a assessoria de imprensa contratada. As orientações dadas é que os jornalistas poderão enviar os questionamentos por um chat online durante a transmissão e que um mediador lerá as perguntas durante a entrevista. 
A atual reitoria se manifestou nessa quarta, por meio de nota, sobre a nomeação de Bulhões. Rui Vicente Oppermann e a vice-reitora Jane Tutikian disseram que a decisão opta por uma "proposta amplamente derrotada" pela comunidade acadêmica, ignorando "os grandes avanços feitos nos últimos anos na construção de uma universidade de excelência acadêmica, plural e inovadora".

Nomeação de quem não teve maior votação ocorre desde 2019

Não é a primeira vez que é nomeado um gestor de Instituição Federal de Ensino Superior (Ifes) que não foi o mais votado em consultas na comunidade acadêmica.
Em abril deste ano, o Ministério da Educação não aceitou o resultado de eleição e designou um reitor temporário para assumir o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). A pasta não informou, na época, o motivo pelo qual não acatou a decisão da maioria da comunidade acadêmica.
Também houve o caso da reitoria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que tem operação no Rio Grande do Sul. Marcelo Recktenvald foi o escolhido em agosto do ano passado, mesmo tendo ficado em terceiro lugar na lista tríplice encaminhada pelo Conselho universitário.   
Bolsonaro chegou a enviar uma Medida Provisória ao Congresso com regras para escolha de reitores temporários, sem passar por eleições. A proposta acabou sendo devolvida ao governo federal pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). 
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