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Educação

- Publicada em 22h10min, 15/09/2020. Atualizada em 22h11min, 15/09/2020.

Porto Alegre: Escolas públicas terão times de resposta rápida para lidar com a Covid-19

Escolas terão de seguir protocolos com medidas para o dia a dia e se surgirem casos da doença

Escolas terão de seguir protocolos com medidas para o dia a dia e se surgirem casos da doença


CLAITON DORNELLES /JC
Yasmin Girardi
A detecção precoce dos casos do novo coronavírus será um dos focos no esquema de volta às aulas na rede municipal de ensino de Porto Alegre. O secretário adjunto da Saúde da Capital, Natan Katz, afirmou que cada escola terá uma unidade de saúde de referência montando times de resposta rápida. O calendário apresentado pela prefeitura prevê a retomada em 5 de outubro, mas detalhes ainda terão de ser vistos com o Estado
A detecção precoce dos casos do novo coronavírus será um dos focos no esquema de volta às aulas na rede municipal de ensino de Porto Alegre. O secretário adjunto da Saúde da Capital, Natan Katz, afirmou que cada escola terá uma unidade de saúde de referência montando times de resposta rápida. O calendário apresentado pela prefeitura prevê a retomada em 5 de outubro, mas detalhes ainda terão de ser vistos com o Estado
“Esses times entre saúde e educação vão poder agir de maneira rápida quando tiver suspeita de risco e poderão acompanhar em tempo real”, explicou Katz, durante videoconferência no fim da tarde desta terça-feira (15) com representantes das escolas, que teve ainda o prefeito Nelson Marchezan Júnior, e os secretários da Saúde, Pablo Stürmer, e o da Educação, Adriano Britto. Um pouco antes, a reunião virtual foi com a rede privada de ensino.  
Pelas orientações, está previsto que qualquer pessoa com sintomas ou que more com pessoas com suspeita ou confirmação de Covid-19 não poderá comparecer às aulas. A verificação diária das temperaturas e o questionamento diário de alunos, professores e funcionários sobre os sintomas também são ideias protocolos a serem instaurados.
Além disso, caso haja um caso positivo em uma sala de aula, todos os alunos da turma e professores que tiveram contato deverão ser testados com exame de RT-PCR ou teste rápido de antígeno. Caso haja dois casos positivos em uma sala, a escola deve comunicar à vigilância epidemiológica do município e, se o surto for confirmado, suspender as atividades presenciais da turma por dez dias.
Katz explica que a ideia é que cada turma seja uma célula isolada dentro das escolas para evitar a transmissão.
Os protocolos também sugerem cuidados com o ambiente escolar, a higienização e o transporte, que deverá seguir as mesmas recomendações de uso de máscara da sala de aula e reduzir o número de passageiros. Caso alguma criança more com pessoas pertencentes ao grupo de risco, é recomendado que siga apenas com atividades remotas.
Os representantes das escolas manifestaram preocupação com a falta de funcionários para cumprir todos os protocolos de segurança, pois muitas escolas estão com equipe reduzida. Eles também não se sentiram seguros com os protocolos de distanciamento físico e de uso de máscara sugeridos.
“Não é questão de que não queremos voltar às aulas presenciais, mas sim de querer ver a viabilização desse planejamento. Várias questões geraram dúvidas e algumas soaram, no mínimo, estranhas”, apontou a diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Anísio Teixeira, Rosele de Souza. Estes questionamentos acabaram não sendo esclarecidos.
O novo cronograma das aulas presenciais em Porto Alegre prevê o retorno de aproximadamente 104 mil alunos entre começo de outubro e novembro.
Alunos da Educação Infantil, terceiro ano do Ensino Médio, Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos (EJA) voltam em 5 do mês que vem, e os alunos do Ensino Fundamental I, Educação Especial e EJA municipal no dia 19. Já estudantes do Ensino Fundamental II, Educação Especial e restante do Ensino Médio retornam em 3 de novembro. 
Os protocolos preveem que as máscaras serão obrigatórias para professores, que deverão usar modelo descartável e trocar a cada turno, e funcionários, que poderão utilizar máscaras artesanais ou protetores faciais. O uso de máscara pelos alunos seguirá as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), baseado na idade.

Quem deve usar a máscara nas escolas em Porto Alegre

Até 2 anos: proibido
Entre 3 e 6 anos (Educação Infantil): uso não indicado
Entre 6 e 11 anos  (Ensino Fundamental I): uso recomendado, mas não obrigatório
A partir de 11 anos (Ensino Fundamental II, Ensino Médio e EJA): uso obrigatório
Alunos com deficiência: uso não é obrigatório e deve ser avaliado individualmente
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