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Saúde

- Publicada em 18h29min, 26/08/2020. Atualizada em 21h12min, 26/08/2020.

Estabilização se mantém em Porto Alegre, apesar da 'descoberta' de mais casos em UTI Covid, diz Saúde

Pacientes já sem o vírus não foram considerados como casos da UTI Covid-19 do Conceição

Pacientes já sem o vírus não foram considerados como casos da UTI Covid-19 do Conceição


WAGNER NEDEL/ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
Há quase uma semana, no dia 20, a ocupação de leitos de UTI por doentes com Covid-19 em Porto Alegre despencou. Saiu de 329 casos para 310 em 24 horas e manteve o nível, o que animou o setor de saúde, setor econômico e moradores. Nesta quarta-feira (26), a Secretaria Municipal da Saúde fez uma descoberta que não compromete, segundo a pasta, a estabilização que é detectada na pandemia na Capital. No Estado, o ritmo de ocupação das unidades é menor
Há quase uma semana, no dia 20, a ocupação de leitos de UTI por doentes com Covid-19 em Porto Alegre despencou. Saiu de 329 casos para 310 em 24 horas e manteve o nível, o que animou o setor de saúde, setor econômico e moradores. Nesta quarta-feira (26), a Secretaria Municipal da Saúde fez uma descoberta que não compromete, segundo a pasta, a estabilização que é detectada na pandemia na Capital. No Estado, o ritmo de ocupação das unidades é menor
Segundo a secretaria, pacientes que já não tinham mais a presença do vírus, mas continuavam em UTI Covid-19 no Hospital Nossa Senhora da Conceição, devido à necessidade de cuidados intensivos, não estavam sendo contabilizados na cota do novo coronavírus. O próprio hospital fez a revelação em reunião na manhã desta quarta á equipe da saúde. 
Resultado: o número de casos confirmados de Covid-19 saltou de 310 para 331 no painel das UTIs de Porto Alegre que pode ser acessado na internet e é atualizado diariamente pelas equipes que estão nas unidades. São pelo menos 15 doentes a mais do Conceição. No começo da noite, com a atualização de dados, o número recuou a 329 leitos com Covid-19.
Os dados anteriores, dos dias em que os doentes acabaram sendo lançados como "não infecciosos" em vez de "infecciosos", ainda terão de ser verificados para eventual correção do gráfico das internações na pandemia. Mesmo sem o vírus, atestado por exames, os casos continuam a fazer parte do quadro de confirmados, pois estão nas unidades.  
Mesmo que tenha havido esta revisão com elevação de casos, a secretaria informa que a evolução da ocupação se mantém em uma linha de estabilização, como foi diagnosticado pelo titular da pasta, Pablo Stürmer, em entrevista ao Jornal do Comércio. Nos últimos dias, a ocupação variou entre 310 e 307 pacientes, sem salto maior. 
A maior ocupação foi registrada em 13 de agosto, com o recorde na pandemia, com 342 casos. Em 6 de agosto, havia 331 internados com Covid-19, depois começou uma escalada. Outro detalhe que a Saúde chama a atenção é para a taxa de ocupação. Depois de permanecer por semanas entre 88% e 90%, a ocupação total recua levemente abaixo de 88%.
Outra informação é que a proporção de leitos de UTI com Covid-19 em relação ao estoque total ocupado também teve redução. Já foi de mais de 50% e, nesta quarta, está em 45,5%. São 728 paciente para uma oferta total de 852 leitos. A ampliação do número de vagas também impacta os níveis de ocupação.    
A manutenção do nível de internações é associada principalmente ao impacto das restrições, que vigoraram até a primeira semana deste mês. O menor fluxo de pessoas é apontado como fator para frear a velocidade de contaminação. Outra ação pode estar afetando os números, para segurar a expansão de registros: a maior testagem e solamento de casos positivos reduz a chance de transmissão.
O prefeito Nelson Marchezan Júnior e o comitê de enfrentamento da pandemia estão analisando o comportamento de casos e das internações para definir se novas flexibilizações de atividades vão ser feitas. O lema é cautela, para não correr riscos de retomada do nível mais alto de pessoas demandando leitos.
Entidades empresariais apresentaram ao prefeito um plano de flexibilização "super controlada", com duas semanas - de 24 de agosto a 6 de setembro -, prevendo mais horas de abertura do comércio e setor de alimentação. A segunda semana, de 31 de agosto a 6 de setembro, teria abertura de estabelecimentos no sábado, que hoje é proibido. 
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