Porto Alegre, quinta-feira, 24 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 24 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

DISTANCIAMENTO CONTROLADO

- Publicada em 18h06min, 24/08/2020. Atualizada em 21h11min, 24/08/2020.

Última semana de agosto tem 12 regiões vermelhas e nove sob classificação laranja

Rio Grande do Sul tem 302 cidades com restrições de bandeira vermelha, onde vivem 68% da população

Rio Grande do Sul tem 302 cidades com restrições de bandeira vermelha, onde vivem 68% da população


REPRODUÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Pouco mudou no mapa do distanciamento controlado após a análise dos 10 recursos apresentados por municípios e associações no final de semana, e 12 regiões do Rio Grande do Sul entram na última semana de agosto com classificação de alto risco (bandeira vermelha) epidemiológico: Santa Cruz do Sul, Lajeado,Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Santo Ângelo, Santa Rosa, Capão da Canoa, Porto Alegre e Pelotas. A região de Guaíba foi a única a ter recurso deferido e a migrar para bandeira laranja nesta semana, se somando às demais oito áreas que já estavam em risco médio.
Pouco mudou no mapa do distanciamento controlado após a análise dos 10 recursos apresentados por municípios e associações no final de semana, e 12 regiões do Rio Grande do Sul entram na última semana de agosto com classificação de alto risco (bandeira vermelha) epidemiológico: Santa Cruz do Sul, Lajeado,Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Santo Ângelo, Santa Rosa, Capão da Canoa, Porto Alegre e Pelotas. A região de Guaíba foi a única a ter recurso deferido e a migrar para bandeira laranja nesta semana, se somando às demais oito áreas que já estavam em risco médio.
Dessa forma, 68% da população gaúcha que vive em 302 municípios persistem sob classificação de bandeira vermelha. Pela regra que considera as cidades com registro de zero óbitos e zero internações ficam 130 cidades, que podem adotar critérios de bandeira laranja, mesmo estando em regiões em vermelho, além das nove que adotaram a cogestão do distanciamento controlado (Capão da Canoa, Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas e Lajeado). A região de Uruguaiana foi a mais recente a entrar com pedido de habilitação junto ao governo gaúcho, e aguarda análise da documentação.
Segundo o governador Eduardo Leite, a inclusão da região de Guaíba na bandeira laranja foi possível por conta da redução de hospitalizações registradas. As regiões de Porto Alegre e de Capão da Canoa também apresentaram diminuição de indicadores como hospitalizações, e podem vir a migrar para a laranja na semana que vem, se mantiverem estabilidade nos números. Foram indeferidos recursos das regiões de Passo Fundo, Santo Ângelo, Santa Rosa, Santa Cruz do Sul e Lajeado.
O cenário tem demonstrado certa melhora nos índices e casos, mas não deve ser considerado como "volta ao normal", como destacou Leite, que condenou a lotação de hotéis e restaurantes da Serra no final de semana, devido às baixas temperaturas. "O governo busca fazer sua parte e precisa contar com a sociedade para não precisar adotar medidas mais restritivas. Estabilizaram os números, houve queda de óbitos, mas a população tem de ajudar", destacou.
Na mesma linha, a coordenadora do comitê de dados do Piratini, Leany Lemos, reforçou a tendência de estabilidade da transmissão da Covid-19 no Estado, mas alertou para a situação da Região Metropolitana. "As últimas três semanas foram de desaceleração e até redução em algumas regiões, e o Estado é o quarto em melhor posição nos óbitos por 100 mil habitantes - 27 óbitos por 100 mil habitantes. Mas ainda assim há regiões como a Metropolitana, que concentra mais de 40% dos casos ativos da doença", disse.
 Atualmente, apenas 13 das 497 cidades gaúchas não registraram casos de contaminação pelo novo coronavírus. "Por isso reforço o pedido, quem puder fique em casa e restrinja a circulação. As cenas observadas em Gramado vão na direção oposta à aplicação da lei e à preservação da saúde", concluiu Leite.
Comentários CORRIGIR TEXTO