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ENSINO

- Publicada em 17h08min, 18/08/2020. Atualizada em 17h34min, 18/08/2020.

Após rejeitarem calendário, prefeitos cobram responsabilidade do governo pela retomada do ensino presencial

Rejeição do calendários de volta às aulas foi confirmada em assembleia geral virtual da Famurs

Rejeição do calendários de volta às aulas foi confirmada em assembleia geral virtual da Famurs


ASCOM FAMURS/DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Se depender da decisão das prefeituras gaúchas o retorno das aulas presenciais não ocorrerá em 31 de agosto pela Educação Infantil, conforme o pré-calendário sugerido pelo governo do Estado na semana passada. Em assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira (18), a Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) e as associações regionais avalizaram a pesquisa que apontou a rejeição maciça dos municípios em relação à proposta. A posição dos  prefeitos será levada ao Palácio Piratini nesta quarta-feira (19), em reunião agendada para o período da manhã.
Se depender da decisão das prefeituras gaúchas o retorno das aulas presenciais não ocorrerá em 31 de agosto pela Educação Infantil, conforme o pré-calendário sugerido pelo governo do Estado na semana passada. Em assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira (18), a Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) e as associações regionais avalizaram a pesquisa que apontou a rejeição maciça dos municípios em relação à proposta. A posição dos  prefeitos será levada ao Palácio Piratini nesta quarta-feira (19), em reunião agendada para o período da manhã.
De acordo com o levantamento feito pela entidade 94% dos gestores são contra a medida. O presidente da entidade, Maneco Hassen, já esperava que houvesse negativa do grupo quanto ao calendário, mas não tão significativa. Segundo ele, a intenção dos prefeitos é não autorizarem a retomada das aulas durante a pandemia, enquanto não houver segurança para a comunidade escolar em relação à diminuição da disseminação do coronavírus. 
Eles também cobrarão que o governador assuma a responsabilidade pela liberação das aulas, não deixando a decisão a cargo do "julgamento dos prefeitos", como sugeriu em live na segunda-feira. "Vamos levar duas questões ao governador: não queremos a retomada das aulas enquanto não baixarem significativamente os índices da Covid-19 e não aceitaremos que o governo, mais uma vez, queira transferir aos prefeitos a responsabilidade da decisão", destacou.
Além disso, a maioria dos prefeitos defende que a volta às aulas seja feita pelos alunos mais velhos, capazes de respeitarem os autocuidados e protocolos sanitários necessários, a exemplo do que foi sugerido na consulta feita pelo governo do Estado às entidades da educação. De acordo com o governador Eduardo Leite, o cenário de redução da velocidade de ocupação de leitos foi determinante para a decisão de debater a retomada do ensino presencial neste momento. 
No entendimento da da Famurs, no entanto, a retomada das aulas presenciais não pode ser tratada como a de outras atividades que já tiveram regras flexibilizadas, como comércio e alimentação, pois envolvem "pessoas adultas retomando suas atividades e empreses com maiores responsabilidades". Sobre a pressão das escolas e universidades privadas a reabertura, como forma de evitar o colapso do setor, a sugestão da entidade é que o Executivo gaúcho lance uma linha de crédito junto ao Banrisul, permitindo que os estabelecimentos particulares tomem financiamentos com juros subsidiados até o final do ano.
Secretário da Educação foi convidado a explicar o plano de retomada das aulas na AL
Embora mantenha a discussão do pré-calendário para a volta às aulas, o Piratini reforça que os pais de alunos da Educação Infantil não são obrigados a enviarem os filhos à escola, e garante que o ensino remoto continuará sendo uma opção.
O tema, que gera controvérsias entre pais e educadores, também será debatido na Assembleia Legislativa, que aprovou a convocação do secretários estadual de Educação, Faisal Karam, para a explicar plano de retorno às aulas presenciais na Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia. A previsão é de que o secretário participe da agenda da Comissão, presidida pela deputada Sovia Cavedon (PT), já na próxima quinta-feira (20) à tarde.
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