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ENSINO

- Publicada em 18h57min, 17/08/2020. Atualizada em 08h13min, 18/08/2020.

Redução da velocidade de ocupação de leitos pesou para a decisão de retomada das aulas, diz Leite

Fernanda Crancio
Ao comentar a rejeição maciça dos prefeitos gaúchos ao calendário preliminar de volta às aulas apresentado na semana passada, o governador Eduardo Leite disse que a questão ainda está em debate e tem o objetivo de permitir a organização prévia dos municípios para uma eventual retomada do ensino. Segundo ele, não houve retorno oficial da Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) ao Executivo estadual sobre a questão, ainda em deliberação com demais entidades e órgãos de controle do Executivo.
Ao comentar a rejeição maciça dos prefeitos gaúchos ao calendário preliminar de volta às aulas apresentado na semana passada, o governador Eduardo Leite disse que a questão ainda está em debate e tem o objetivo de permitir a organização prévia dos municípios para uma eventual retomada do ensino. Segundo ele, não houve retorno oficial da Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) ao Executivo estadual sobre a questão, ainda em deliberação com demais entidades e órgãos de controle do Executivo.
Pela proposta do governo, a Educação Infantil seria a primeira etapa a retomar as atividades, a partir de 31 de agosto, permitindo que pais que não têm com quem deixar os filhos possam ter a possibilidade de encaminhá-los de volta à escola, e dando um alento à rede privada, que sofre com a debandada de alunos e falta de condições de manter as escolas e creches em funcionamento. "É uma possibilidade a volta da Educação Infantil, não se trata de uma obrigação ou imposição, mas para dar aos pais que precisem a opção de terem a escola para deixar os filhos com todos os cuidados", disse Leite.
Os demais níveis de ensino voltariam em setembro, começando pelo Ensino Superior (dia 14), Ensino Médio e (dia 21) e Educação Fundamental anos finais (dia 28), e em outubro, com o Ensino Fundamental anos inciais (dia 8). Leite lembrou que esse retorno está condicionado ao estabelecimento de protocolos específicos, com turmas e horários reduzidos e alternados, também com manutenção do ensino remoto e apenas parte das aulas ocorrendo presencialmente.
De acordo com a coordenadora do comitê de dados do governo do Estado, Leany Lemos, a decisão da volta às aulas é uma das mais difíceis. No entanto, a escola no Brasil tem forte papel assistencial, e isso deve ser levado em conta para a retomada das atividades educacionais. "É uma decisão difícil em um país tão desigual como o nosso, no qual a escola também tem papel de assistência social. No Estado, 30% das crianças em creche são de baixa renda, e a escola é também lugar de segurança alimentar e física dessas crianças", ponderou.
Leite reiterou que a questão ainda está sob análise e o Estado pode vir a permitir que os municípios julguem se retornarão as aulas da Educação Infantil. Segundo ele, o que mudou no cenário da Covid no Estado, dando margem à organização de uma provável volta às aulas, foi a redução da velocidade de ocupação de leitos no Rio Grande do Sul. "Estamos com menor velocidade há dias, o que nos fez começar uma discussão em torno da volta às aulas", ressaltou.
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