Porto Alegre, quinta-feira, 24 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 24 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Educação

- Publicada em 11h57min, 17/08/2020. Atualizada em 18h52min, 17/08/2020.

Mais de 90% dos municípios gaúchos são contra o calendário de volta às aulas proposto pelo governo

Cerca de 50% dos prefeitos são contra a retomada das aulas pela educação infantil

Cerca de 50% dos prefeitos são contra a retomada das aulas pela educação infantil


ISABEL INFANTES/AFP/JC
Roberta Mello e Bruna Oliveira
A maioria esmagadora dos prefeitos gaúchos é contra o retorno das aulas presenciais conforme o calendário proposto pelo Governo do Estado. A Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) ouviu 442 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, e o resultado da pesquisa liberada pela entidade nesta segunda-feira (17) mostra que 418 prefeitos, representando 94% das respostas, declararam que não concordam que as escolas voltem a recebem crianças e adolescentes a partir de 31 de agosto.
A maioria esmagadora dos prefeitos gaúchos é contra o retorno das aulas presenciais conforme o calendário proposto pelo Governo do Estado. A Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) ouviu 442 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, e o resultado da pesquisa liberada pela entidade nesta segunda-feira (17) mostra que 418 prefeitos, representando 94% das respostas, declararam que não concordam que as escolas voltem a recebem crianças e adolescentes a partir de 31 de agosto.
Outro ponto da proposta do Executivo gaúcho apresentada na semana passada contrariado pelos prefeitos é que o retorno comece pela Educação Infantil, que atende desde crianças com meses de vida até quatro anos. Mais de 57% (254 dos respondentes) acredita que o Ensino Superior deve iniciar primeiro e 16% (73) acredita que o Ensino Médio e Técnico devem ser os primeiros a retornar as atividades presenciais. Apenas 28 prefeitos concordam que a Educação Infantil deve reabrir suas portas inicialmente.
Sobre as condições para o retorno das aulas, 38,7% (162 dos entrevistados) acredita que só a partir da existência de uma vacina isso será possível. Outros 34% defendem que após a redução no número de casos confirmados as instituições de ensino podem ser reabertas e 25,36% acreditam que isso deve ocorrer só em 2021.
O presidente da Famurs, Maneco Hassen, diz que a revelação do estudo é que não há segurança para voltar às aulas tão cedo. "O resultado mostra uma contundência da manifestação dos prefeitos. Quase uma unanimidade. É uma demonstração de que não há nenhuma segurança para a volta agora", afirmou. 
Sobre a situação de pais que já estão tendo de voltar a trabalhar fora de suas casas e se veem sem ter onde deixar os filhos, Hassen salienta que é compreensível o anseio, "mas não se pode comparar o retorno do comércio em algumas regiões, com pessoas adultas circulando, a uma sala de aula cheia de crianças pequenas". Além disso, as escolas públicas muitas vezes não têm infraestrutura para garantir os cuidados como distanciamento e higienização necessárias para alunos e professores. "É necessário, neste momento, mais paciência e responsabilidade antes de assumir um retorno", avaliou o presidente da Famurs.
Nesta terça-feira (18), às 9h, a Famurs realiza um encontro virtual entre suas 27 regionais para analisar o resultado. Na quarta-feira (19), também pela manhã, já está marcada uma reunião com o Governo do Estado para apresentar o posicionamento dos prefeitos.
Comentários CORRIGIR TEXTO