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saúde

Atualizada em 17h15min, 29/07/2020.

Mais de cem mil gaúchos já foram infectados pelo novo coronavírus, aponta Ufpel

Pesquisadores percorreram nove cidades gaúchas, de 25 a 27 de julho, para aplicar testes

Pesquisadores percorreram nove cidades gaúchas, de 25 a 27 de julho, para aplicar testes


DANIELA XU/UFPEL/DIVULGAÇÃO/JC
Gabriela Porto Alegre
O governo do Estado apresentou, nesta quarta-feira (29), a conclusão da sexta fase da pesquisa sobre a prevalência da Covid-19 no Rio Grande do Sul. De acordo com o estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), em parceria com outras 12 universidades gaúchas, o Estado possui, atualmente, 108.716 pessoas com anticorpos para o novo coronavírus. Na quinta rodada, a estimativa era de, ao menos, 53 mil gaúchos já contaminados. 
O governo do Estado apresentou, nesta quarta-feira (29), a conclusão da sexta fase da pesquisa sobre a prevalência da Covid-19 no Rio Grande do Sul. De acordo com o estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), em parceria com outras 12 universidades gaúchas, o Estado possui, atualmente, 108.716 pessoas com anticorpos para o novo coronavírus. Na quinta rodada, a estimativa era de, ao menos, 53 mil gaúchos já contaminados. 
A prevalência ficou em 0,96%.Há um caso a cada 104 habitantes no Estado. Os dados oficiais de notificações, a partir de testes registrados por prefeituras e Estado, apontam mais de 64 mil casos até esta quarta-feira. 
Com isso, a sétima rodada da pesquisa foi antecipada para 15 a 17 de agosto. A antecipação ocorreria se o percentual se aproximasse ou superasse 1%. Já a oitava rodada será nos dias 12 e 14 de setembro.
A coleta de amostras para essa fase da pesquisa aconteceu entre os dias 24 e 26 de julho nas cidades de Caxias, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Uruguaiana, Santa Maria, Porto Alegre e Canoas. Ao todo, foram realizados 4,5 mil testes, dos quais 43 deram resultado positivo.
A maior prevalência da doença nesta etapa foi constatada na Capital, onde 18 testes tiveram resultados positivos, seguido por Canoas, com nove, e Passo Fundo, com sete. Em contrapartida, os municípios de Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul e Santa Maria registraram, respectivamente, dois casos, enquanto Pelotas, Ijuí e Uruguaiana, um cada.
“Para Porto Alegre, esses 18 casos em 500 (testes) dão uma prevalência de quase 4% da população”, disse o professor emérito da Ufpel, Fernando Barros. Em nível estadual, a pesquisa estima que para cada caso notificado existam dois subnotificados.
Durante as seis fases do estudo, 90 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus. Deste total, 162 familiares dessas pessoas também foram testados. No círculo de contato, foram encontrados 42 casos positivos para a doença, enquanto 120 deram negativo.
Desde março, a pesquisa identificou que dos casos positivos, 51,2% apresentaram tosse, 44,2% alterações no paladar ou olfato, 37,2% diarreia, 34,9% dor de garganta, 30,2% febre e 9,3% dificuldade para respirar. A taxa de letalidade, baseada nos casos notificados pelo Estado, ficou em 2,6%, enquanto baseada no número total de casos – 108.716 - girou em torno de 1,4%.
Quanto ao distanciamento social, 33,3% dos entrevistados desta etapa disseram estar saindo diariamente, 54,1% apenas para atividades essenciais e 12,6% afirmaram ficar sempre em casa. Em um contexto geral, as taxas de isolamento não mudaram muito das fases anteriores para essa (veja a tabela).
Durante a apresentação dos dados, Barros reforçou a importância da pesquisa. “Ela nos permite ter uma visão dinâmica de como a pandemia evolui e é a única pesquisa no mundo com seis etapas feitas em um local”, destacou.
O professor emérito da Ufpel recomendou ainda a ampliação da testagem, uma vez que a prevalência da doença dobrou no Rio Grande do Sul, além de pedir uma atenção especial aos municípios de Porto Alegre, Região Metropolitana e Passo Fundo.
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