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Saúde

- Publicada em 16h12min, 21/07/2020. Atualizada em 20h17min, 21/07/2020.

UTI do Moinhos de Vento tem 100% de ocupação; outros dois hospitais também estão lotados

 As 64 vagas do hospital estão com doentes, sendo 31 com Covid-19 e três suspeitos

As 64 vagas do hospital estão com doentes, sendo 31 com Covid-19 e três suspeitos


HMV/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
A UTI adulta do Hospital Moinhos de Vento atingiu nesta terça-feira (21) 100% de ocupação. As 64 vagas estão com doentes, sendo 34 ligados à Covid-19 - 31 confirmados com o novo coronavírus e três suspeitos, aponta o painel da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre. A lotação das UTIs na Capital é uma das razões que turbina a proposta de lockdown, já cogitada pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior. A direção do Hospital de Clínicas (HCPA) defende a medida, que tem apoio de mais hospitais.
A UTI adulta do Hospital Moinhos de Vento atingiu nesta terça-feira (21) 100% de ocupação. As 64 vagas estão com doentes, sendo 34 ligados à Covid-19 - 31 confirmados com o novo coronavírus e três suspeitos, aponta o painel da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre. A lotação das UTIs na Capital é uma das razões que turbina a proposta de lockdown, já cogitada pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior. A direção do Hospital de Clínicas (HCPA) defende a medida, que tem apoio de mais hospitais.
Setores empresariais são contra o lockdown e apelaram para que a população siga o isolamento. "Seria desastroso", reagiu o presidente do Sindilojas, Paulo Kruse. A direção do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) advertiu que não adianta restringir ainda mais as atividades na Capital se continuar o fluxo de pacientes da Região Metropolitana. 
No domingo (19), o Moinhos também havia atingido o limite da capacidade. O hospital atende apenas pacientes de convênios e particulares. O tempo de permanência dos doentes nos leitos, que é mais que o dobro ou triplo do tempo médio para casos clínicos, gera menor velocidade de liberação das vagas. Com mais casos graves precisando de cuidados intensivos, a oferta de vagas não dá conta.
Por nota, o hospital disse que a ocupação "é transitória", pois vagas são liberadas após as altas e garante que "busca soluções de adaptação de leitos para atender pacientes que necessitem de Terapia Intensiva". "O hospital também já restringiu os procedimentos eletivos, de acordo com as regras impostas pelo Estado e pela prefeitura". 
Em relação ao quadro crescente de lotação do sistema, a instituição reforçou, na segunda-feira (20), que a situação é preocupante e reiterou "que todos façam a sua parte, com consciência em relação às práticas sanitárias e de isolamento". 
Em nota nessa segunda-feira (20), para comentar a medida do lockdown, a direção do Moinhos de Vento apontou "preocupação com o aumento acelerado dos casos de Covid-19 em Porto Alegre e região". 
Nessa segunda, a lotação era de 95%. A instituição infirmou que estava tendo "um aumento significativo na tenda por pacientes com suspeita da doença". A tenda foi instalada na parte externa para uma triagem de casos. "A direção entende a real necessidade de todos fazerem a sua parte e terem consciência em relação às práticas sanitárias e de isolamento", completou a nota. 
Outros dois hospitais da Capital estão com 100% de ocupação das UTIs - o Hospital Porto Alegre, de convênios e privados, tem sete dos 10  internados com Covid-19,e o Hospital Restinga, que atende SUS, tem nove das 20 vagas com casos da pandemia (sete confirmados e dois suspeitos).   
O painel das UTIs mostra 91% de lotação das 768 vagas. São 685 leitos ocupados, sendo que quase a metade das vagas preenchidas é de casos ligados à pandemia. São 327 no total, com 281 confirmados para Covid-19 e 46 suspeitos. 
O HCPA está com 95% de ocupação, com mais de 60% dos casos na UTI exclusiva para o novo coronavírus. São 143 dos 152 leitos totais com internados. Na área de Covid-19, são 90 casos, 84 confirmados da nova doença e seis suspeitos. O nível de ocupação, acima de 90%, levou o Clínicas a restringir mais atendimentos, com suspensão de atividades em blocos de cirurgia. 
Temendo pressão cada vez maior por internações, a Associação Hospital Vila Nova comunicou que apoia o lockdown. O Vila Nova criou mais de 60 leitos clínicos exclusivos para Covid-19 e já tem mais de 50 em outras áreas com suspeitos da doença.  
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