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Educação

- Publicada em 14h31min, 09/07/2020. Alterada em 09h07min, 10/07/2020.

Universidades privadas do Rio Grande do Sul lançam ações contra inadimplência

Unisinos oferece aos alunos de graduação 20% de desconto na primeira parcela do 2º semestre

Unisinos oferece aos alunos de graduação 20% de desconto na primeira parcela do 2º semestre


UNISINOS/DIVULGAÇÃO/JC
Preocupadas com a inadimplência dos alunos devido aos problemas financeiros causados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), universidades e instituições de ensino superior privadas de Porto Alegre e Região Metropolitana estão realizando ações para evitar a evasão de alunos e permitir que sigam estudando mesmo inadimplentes.
Preocupadas com a inadimplência dos alunos devido aos problemas financeiros causados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), universidades e instituições de ensino superior privadas de Porto Alegre e Região Metropolitana estão realizando ações para evitar a evasão de alunos e permitir que sigam estudando mesmo inadimplentes.
Uma das primeiras a anunciar medidas nesse sentido foi a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs). Com 35 mil alunos, incluindo aqueles matriculados em cursos de pós-graduação, a universidade viu a inadimplência saltar nos meses de abril, maio e junho, em comparação aos mesmos meses do ano anterior, com crescimentos de 12%, 60% e 177% respectivamente.
As ações da Pucrs incluem tanto quem já está inadimplente quando quem deve ficar ao longo do próximo semestre, de acordo com a Pucrs. Entre as medidas adotas, está o não bloqueio da matrícula - a Universidade não está realizando cobrança ativa e todo estudante matriculado, independente de pendências financeiras do período da pandemia, pode se rematricular. Historicamente as pendências sempre foram negociadas antes desta liberação. Desta vez, ciente da complexidade da situação particular de cada estudante, a instituição adaptou o processo.
Além disso, a Pucrs está oferecendo flexibilização do pagamento e parcelamento da dívida. O estudante paga o valor que é possível dentro de suas condições no momento e, ao final do semestre, poderá negociar o saldo sem juros ou qualquer tipo de encargo.
Para quem não consegue arcar com as parcelas integrais das mensalidades ao longo do próximo semestre existe a possibilidade de utilização de um modelo de crédito educativo, disponibilizado no contexto da pandemia, com a possibilidade de pagar 40% do valor da mensalidade enquanto estuda e continua neste patamar de valor mensal após a finalização do curso para pagar o saldo devedor (ampliando, assim o prazo de pagamento de um curso de 4 anos para 10 anos). Sem aplicação de juros, apenas a correção anual da mensalidade.
No caso dos alunos que se encontram inadimplentes e não possuem condições de realizar o pagamento do semestre integral ou parcelamento do débito, a Pucrs está flexibilizando a concessão de crédito educativo retroativo para o semestre 2020/1.
Já a Unisinos está oferecendo aos alunos dos cursos de graduação 20% de desconto na primeira parcela do semestre 2020/2, além de um desconto pontualidade de 5% em todas as parcelas até o fim do ano. O benefício é válido tanto para novos alunos como para rematrículas, transferências e diplomados. Outra vantagem oferecida pela instituição durante o período de pandemia é o subsídio dos juros para aqueles alunos que fizerem negociações com os bancos conveniados para pagamento das mensalidades.
A Feevale informa que oferece aos alunos uma bolsa por perda de emprego, que garante a continuidade do pagamento das mensalidades para os matriculados que foram dispensados sem justa causa de seus trabalhos. A bolsa é limitada ao valor do salário, pelo período de até três meses. Além disso, são concedidos descontos progressivos, conforme o número de créditos contratados, de 10% a 25% para a primeira mensalidade nas rematrículas dos alunos de toda a Instituição.
A Ulbra abriu um canal de comunicação com estudantes, através de e-mail específico, para negociação das parcelas vencidas, possibilitando parcelamento até o final do ano de 2020. A universidade também isentou multa e juros para pagamento à vista e nos acordos realizados para quitação no primeiro semestre de 2020, acrescendo apenas encargos de parcelamento neste caso. Foi reduzida a exigência de entrada para efetivação dos acordos, e os débitos do primeiro semestre de 2020 não foram negativados em órgãos de restrição de crédito. A Ulbra também informa que, em breve, deverá anunciar novas modalidades de crédito educativo.
A ESPM informa que adotou uma série de medidas extras para atender a alunos em situação de inadimplência no período. Em nota, informou que criou a Central de Atendimento Emergencial, um grupo de trabalho contemplando funcionários de diversas áreas e que oferece canais de comunicação específicos de renegociação com alunos, atentando à situação financeira particular de cada família. O grupo de trabalho atende tanto os alunos adimplentes quanto os inadimplentes. O fator comum a todas as negociações foi a não cobrança de qualquer tipo de multa ou taxa de juros nas parcelas. A ESPM ainda aponta que parte dos alunos já possuía seguro-educacional, que cobre até seis parcelas de inadimplência. São oferecidas também bolsas emergenciais para os alunos de graduação, que somam-se a outras bolsas institucionais e externas já em vigência. 
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