Porto Alegre, quinta-feira, 24 de setembro de 2020.

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- Publicada em 17h54min, 08/07/2020. Atualizada em 18h32min, 08/07/2020.

Porto Alegre registra em dois dias volume de chuva esperado para todo o mês

Transtornos no trânsito, queda de árvores e alagamentos foram registrados em diversos pontos

Transtornos no trânsito, queda de árvores e alagamentos foram registrados em diversos pontos


LUIZA PRADO/JC
As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul entre a terça-feira (7) e a tarde desta quarta-feira (8) também trouxeram transtornos à população de Porto Alegre. A Defesa Civil da Capital contabilizou no período um volume total de chuva de 123,4 milímetros até o início da tarde, o equivalente à média esperada para todo o mês de julho. Com isso, transtornos no trânsito, acúmulos de água, queda de árvores e postes e semáforos estragados foram registrados em diversos pontos da cidade, exigindo grande mobilização das equipes da prefeitura.
As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul entre a terça-feira (7) e a tarde desta quarta-feira (8) também trouxeram transtornos à população de Porto Alegre. A Defesa Civil da Capital contabilizou no período um volume total de chuva de 123,4 milímetros até o início da tarde, o equivalente à média esperada para todo o mês de julho. Com isso, transtornos no trânsito, acúmulos de água, queda de árvores e postes e semáforos estragados foram registrados em diversos pontos da cidade, exigindo grande mobilização das equipes da prefeitura.
Até às 17h, segundo a Secretaria de Serviços Urbanos de Porto Alegre, 58 demandas foram geradas em virtude do mau tempo, envolvendo as 13 Equipes de Manejo Arbóreo (EMA), que ainda tinham sete ocorrências de quedas de árvores e galhos em atendimento. Entre os registros, pouco antes das 13h houve queda de árvore de grande porte na Praça Marechal Deodoro e, no final da manhã, nas ruas Eça de Queiroz e 26 de abril, que exigiram bloqueios do trânsito.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou um bloqueio total e quatro parciais em função de queda de árvores. Além disso, semáforos fora de operação foram registrados em avenidas como a Borges de Medeiros, Aureliano de Figueiredo Pinto e Loureiro da Silva. As equipes de fiscalização e manutenção elétrica da EPTC foram reforçadas desde a madrugada e deslocadas para os pontos mais críticos e com maior risco de acidentes para monitorar a circulação, restaurar a sinalização e auxiliar os usuários.
Desde terça, 11 sinaleiras ficaram inoperantes, mas oito já haviam sido reparadas até o início da tarde desta quarta-feira. Além disso, 82 vias haviam sido obstruídas e 45 já estavam liberadas. Houve também registro de 82 alagamentos e 40 atendimentos prestados. O Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic) também registrou seis destelhamentos. No total, a Defesa Civil da Capital havia realizado 108 atendimentos e 79 remoções até a tarde. Nas margens da Avenida Edgar Pires de Castro, no bairro Lami, sete famílias indígenas tiveram as casas alagadas, mas se negaram a deixar o local ao longo da tarde.
A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) já havia retomado o fornecimento de energia elétrica em áreas da Zona Sul da cidade, que precisaram ter o serviço desligado em função dos alagamentos. A previsão era de que esse trabalho fosse concluído até o final da tarde. Apesar do alto volume de chuva registrado em tão curto período de tempo e de arroios transbordando em pontos localizados das zonas Sul e Norte, não houve, segundo a Defesa Civil da Capital, alagamentos pelo acúmulo de água no Arroio Dilúvio.
Lonas chegaram a ser distribuída a moradores que tiveram as residências destelhadas nos bairros Campo Novo, Jardim Botânico, Aberta dos Morros, Serraria, Nonoai e Arquipélago. As equipes de manutenção do sistema de drenagem também seguem monitorando os pontos atingidos na cidade e realizando atendimentos, com desobstrução e remoção de lixo e entulhos de valas, arroios e bocas de lobo.
Na noite de terça-feira, duas Estações de Bombeamento de Água Tratada (EBAT) foram alagadas e os motores atingidos, na Zona Sul. A equipe de manutenção da prefeitura trabalhava para solucionar o problema e a previsão de retorno do abastecimento para os bairros Ipanema, Jardim Isabel, Espírito Santo deveria ocorrer entre a noite e a madrugada de quinta-feira (9). O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Dmlu) fez a remoção de lixo e raspagem de terra em diversos pontos da cidade e nas margens dos arroios Sarandi, na Zona Norte, e do Salso, entre os bairros Aberta dos Morros e Restinga, e segue trabalhando na limpeza da cidade ao longo do dia.
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