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Protestos

26/06/2020 - 14h06min. Alterada em 26/06 às 14h31min

Protestos em Porto Alegre pedem reabertura do comércio e de academias

Protesto na frente da Prefeitura em Porto Alegre pela reabertura do comércio

Protesto na frente da Prefeitura em Porto Alegre pela reabertura do comércio


Graciele Moraes/Divulgação/JC
Fernanda Soprana
Porto Alegre registrou dois protestos na manhã desta sexta-feira (26) de segmentos que criticam as medidas do governo estadual e municipal de combate à pandemia do novo coronavírus, como a volta do fechamento de setores. Organizadas isoladamente no Centro Histórico, as manifestações defendem a reabertura do comércio e a operação de academias.
Porto Alegre registrou dois protestos na manhã desta sexta-feira (26) de segmentos que criticam as medidas do governo estadual e municipal de combate à pandemia do novo coronavírus, como a volta do fechamento de setores. Organizadas isoladamente no Centro Histórico, as manifestações defendem a reabertura do comércio e a operação de academias.
A partir das 10h, empreendedores, empregados e outros adeptos começaram a se reunir em frente ao prédio da prefeitura. A empresária Íria Cabrera afirma que o protesto reuniu cerca de 300 pessoas e que elas respeitaram as regras de distanciamento social.
Segundo Íria, os manifestantes reivindicam a reabertura do comércio e esclarecimentos da gestão municipal e estadual sobre as medidas de enfrentamento à Covid-19. Porto Alegre está na bandeira vermelha devido ao aumento acelerado de doentes em UTIs e risco de colapso do sistema de saúde para os casos mais graves da doença. 
“Depois de dois meses de isolamento e o fechamento do comércio, em que o objetivo era achatar a curva, descobre-se que o governo não fez nada. Não houve planejamento mesmo quando tinha verba. Não ficou claro à população onde foram investidos os gastos. Então, o comércio é penalizado, porque o número de leitos, segundo a planilha do governo, não é suficiente para os casos de coronavírus”, critica a empresária.
Segundo os manifestantes, o fechamento e abertura das atividades são prejudiciais aos empreendedores e comerciantes. “Queremos esclarecimentos de metodologia e sobre as verbas, porque o comércio está sendo penalizado”, dizem.
Já em frente ao Palácio Piratini, se reuniram nesta manhã os membros da Associação das Academias Gaúchas Unidas (AAGU), que também somaram aproximadamente 300 pessoas. O grupo envolve profissionais da Educação Física que trabalham em academias, centros de treinamento, estúdios ou personal trainers, entre outros.
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Manifestantes defendem reabertura das academias e reconhecimento dos profissionais como essenciais. Foto: AAGU/Divulgação
Os profissionais querem ser reconhecidos como serviço essencial pelo governo gaúcho, o que poderia assegurar a reabertura ou operação com mais alunos dos estabelecimentos. Na Capital, as academias podem abrir, mas com um aluno por vez.
Décio Tiarajú, presidente da AAGU, afirma que os profissionais da área são reconhecidos como profissionais da saúde e, consequentemente, deveriam ser essenciais.
“Fomos convocados pelo Ministério da Saúde para, após treinamento, entrar na linha de frente do combate à Covid-19. Recebemos do governo federal o reconhecimento como membros essenciais no combate ao coronavírus, mas os governos estadual e municipal nos desautorizam e, mais do que isso, nos proíbem de poder trabalhar”, reage Tiarajú.
“A prática de exercício físico mantém as pessoas com imunidade alta, ou seja, fora do grupo de risco. Os governantes estão mantendo as pessoas enclausuradas, comendo de forma descontrolada, ficando ansiosas e depressivas. Isso aumenta de forma imensurável o número de obesos, que acarreta doenças pós-obesidade como cardiopatias. Isso baixa a imunidade de todos e os coloca no grupo de risco”, afirma Tiarajú.
Ele ainda explica que os profissionais da área gastaram “milhares” em equipamentos e em treinamentos para atuar com segurança em relação ao novo coronavírus. Quanto mais academias estiverem abertas, funcionando de forma correta e coerente, menos leitos hospitalares serão ocupados, argumenta o presidente da AAGU. "O governo do Estado precisa tornar as academias essenciais, e o prefeito de Porto Alegre deve assinar embaixo”, propõe.
A associação afirma que está organizando outros protestos, cuja programação ainda será decidida em futuras reuniões.
O Jornal do Comércio solicitou posição da prefeitura a respeito das reivindicações dos setores e aguarda resposta.
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