Porto Alegre, quarta-feira, 17 de junho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 17 de junho de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Justiça

Alterada em 09/06 às 18h33min

Vítimas de violência doméstica poderão fazer denúncia em farmácias

A partir desta quarta-feira, mulheres vítimas de violência doméstica poderão solicitar ajuda em 10 mil farmácias de todo o País. A iniciativa faz parte da campanha “Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica”, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
A partir desta quarta-feira, mulheres vítimas de violência doméstica poderão solicitar ajuda em 10 mil farmácias de todo o País. A iniciativa faz parte da campanha “Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica”, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Para denunciar os agressores, basta a vítima mostrar um X vermelho na palma da mão para que o atendente ou o farmacêutico entenda tratar-se de uma denúncia e, em seguida, acionar a polícia para fazer o encaminhamento e acolhimento da vítima pelos órgãos competentes. Os funcionários das mais de 10 mil farmácias parceiras da campanha seguirão protocolos preestabelecidos para lidar com a situação e não necessariamente serão chamados a testemunhar nos casos. A ação é voltada para as mulheres que têm dificuldade para prestar queixa de abusos, seja por vergonha ou por medo.
Somente entre março e abril deste ano, já em meio à pandemia do novo coronavírus, os casos de feminicídio cresceram 22,2% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com um levantamento feito em 12 estados e divulgado na semana passada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
No mesmo levantamento, o fórum apontou queda na abertura de boletins de ocorrência ligados à violência doméstica. Para a entidade, os dados demonstram que, ao mesmo tempo em que estão mais vulneráveis durante a crise sanitária causada pela pandemia de coronavírus, as mulheres têm tido mais dificuldade para formalizar queixa contra os agressores.
Comentários