Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Transportes

Alterada em 13/03 às 19h34min

Aumento da passagem de ônibus de Porto Alegre é adiado

Comtu constatou incongruências nos cálculos apresentados pela prefeitura

Comtu constatou incongruências nos cálculos apresentados pela prefeitura


Gabriela Porto Alegre/Especial/JC
Gabriela Porto ALegre
O Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu) suspendeu, nesta sexta-feira (13), a votação que tratava sobre o aumento do valor da passagem dos ônibus de Porto Alegre. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (Eptc) havia sugerido, na última semana, que a tarifa passasse de R$ 4,70 para R$ 5,05 - um aumento equivalente a 7,4%. A suspensão da reunião foi aprovada por 15 dos 19 conselheiros presentes, que apontaram incongruências em relação à planilha com o cálculo da tarifa apresentada pela Eptc. Ainda não há data prevista para a retomada da votação.
O Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu) suspendeu, nesta sexta-feira (13), a votação que tratava sobre o aumento do valor da passagem dos ônibus de Porto Alegre. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (Eptc) havia sugerido, na última semana, que a tarifa passasse de R$ 4,70 para R$ 5,05 - um aumento equivalente a 7,4%. A suspensão da reunião foi aprovada por 15 dos 19 conselheiros presentes, que apontaram incongruências em relação à planilha com o cálculo da tarifa apresentada pela Eptc. Ainda não há data prevista para a retomada da votação.
Durante a exposição detalhada da planilha, que mostrava os motivos específicos para o aumento da tarifa, conselheiros de entidades como o Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa), Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte (Stetpoa), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União das Associações de Moradores de Porto Alegre (Uampa), questionaram rigorosamente o cálculo realizado pela Eptc. Entre as reclamações das entidades, estavam a inserção do valor do dissídio e do vale alimentação dos rodoviários - que na planilha da Eptc constava 26 tickets mensais, quando apenas 21 são recebidos pelos trabalhadores - , o preço para o cálculo do litro do diesel, atraso no pagamento dos rodoviários, juros cobrados no passe antecipado, entre outros.
Devido à pressão imposta, o Comtu devolverá o relatório à Eptc, para que o órgão responda aos questionamentos levantados durante a reunião e possa, se necessário, fazer o recálculo da tarifa. Das entidades presentes, apenas a Procuradoria Geral do Município (PGM), a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), e a Eptc votaram contra a devolução do relatório para nova análise - o presidente Comtu não votou. Os próximos passos para a votação, segundo Jaires Maciel, presidente do órgão, devem ser dados pela Eptc. “Por conta dessa necessidade técnica, o relatório precisou ser devolvido para que sejam esclarecidas as questões suscitadas. Se o processo foi devolvido à Eptc, cabe a eles o próximo passo, que é elaborar respostas convincentes para as questões e fazer uma nova convocação do conselho”, afirmou.
O cálculo tarifário feito pela Eptc, previa um aumento de R$ 0,35. Valor inferior ao que havia sido solicitado pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), que solicitava um reajuste para R$ 5,20.