Porto Alegre, quarta-feira, 11 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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saúde

11/03/2020 - 16h09min. Alterada em 11/03 às 16h08min

Coronavírus: Marcador no sangue pode ajudar a prever mortes

O dímero-D é formado durante a degradação de coágulos sanguíneos

O dímero-D é formado durante a degradação de coágulos sanguíneos


Rob ENGELAAR/AFP/JC
Folhapress
Um estudo chinês analisou dados de quase 200 pacientes diagnosticados com o novo coronavírus e mostrou que altos níveis de um marcador sanguíneo, conhecido como dímero-D, é capaz de prever a ocorrência de casos graves da doença e de mortes.
Um estudo chinês analisou dados de quase 200 pacientes diagnosticados com o novo coronavírus e mostrou que altos níveis de um marcador sanguíneo, conhecido como dímero-D, é capaz de prever a ocorrência de casos graves da doença e de mortes.
Os casos investigados são os de pessoas internadas no Hospital Jinyintan e no Hospital Pulmonar de Wuhan (ambos na mesma cidade, o epicentro da pandemia) que ou morreram ou se curaram da infecção.
O dímero-D é formado durante a degradação de coágulos sanguíneos. Quando seu nível está muito elevado, pode ser que haja processos patológicos em andamento, como trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar.
A dosagem normal, de referência, do dímero-D é qualquer valor menor que 0,5 microgramas por litro. Se a dosagem é maior que 1 micrograma por litro, o risco de morte aumenta em até 20 vezes.
Um escore denominado Sofa (sigla em inglês para "avaliação sequencial de falência de órgãos") também ajuda a descobrir quem está em perigo. Ele é composto de vários exames laboratoriais (como moléculas que avaliam função renal e o número de plaquetas), oxigenação do organismo e nível de consciência avaliado pelo profissional de saúde, entre outros itens.
Segundo o estudo, assim com já se sabia, idade avançada também é um preditor de risco: a média de idade entre os sobreviventes (137 pessoas) era de 52 anos e de 69 anos entre os que morreram (54 pessoas).
Durante o curso da doença, as complicações mais comuns são estas: sepse (conjunto de alterações provocadas por infecções), falência e angústia respiratória e parada cardíaca. Entre os 32 pacientes que precisaram de ventilação mecânica, apenas um sobreviveu.
O estudo, publicado na revista especializada The Lancet na última segunda (9), também reiterou o que já se sabia sobre grupos de risco: pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, têm mais chances de morrer.
Os pesquisadores ainda identificaram que o organismo pode continuar expelindo vírus por até 37 dias e sugerem que o uso de drogas antivirais pode, eventualmente, ajudar a sanar o problema.