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Saúde

10/03/2020 - 19h14min. Alterada em 10/03 às 19h13min

Venezuelano é o segundo caso documentado de cura do HIV

Paciente tinha leucemia e recebeu células-tronco de doadores com uma rara mutação genética

Paciente tinha leucemia e recebeu células-tronco de doadores com uma rara mutação genética


ELZA FIÚZA/ABR/JC
Um homem venezuelano de 40 anos é o segundo caso de cura do vírus HIV. A boa notícia foi divulgada em um estudo publicado na conceituada revista médica The Lancet. Conhecido como “paciente de Londres”, Adam Castillejo, 40 anos, foi submetido a um tratamento com células-tronco e há 30 meses não apresenta mais sinais do vírus.
Um homem venezuelano de 40 anos é o segundo caso de cura do vírus HIV. A boa notícia foi divulgada em um estudo publicado na conceituada revista médica The Lancet. Conhecido como “paciente de Londres”, Adam Castillejo, 40 anos, foi submetido a um tratamento com células-tronco e há 30 meses não apresenta mais sinais do vírus.
Castillejo tinha leucemia e recebeu um transplante de células-tronco de doadores que possuem uma rara mutação genética que não deixa o HIV se estabelecer nas células do organismo. O homem havia sido diagnosticado como soropositivo em 2003 e, em março do ano passado, foi anunciado que estava em remissão da infecção, pois não apresentava sinais do vírus há 18 meses.
“Propomos que esses achados representem a cura do HIV”, dizem os cientistas no estudo que foi comandado pelo médico Ravindra Kumar Gupta, da Universidade de Cambridge. O novo caso replica os resultados do tratamento realizado com o norte-americano Timothy Ray Brown, o “paciente de Berlim”, considerado curado em 2011 após receber o mesmo tipo de tratamento. Quase dez anos depois, temia-se que os resultados obtidos com Brown poderiam ter sido apenas um golpe de sorte. Por isso, a cura do “paciente de Londres” é tão importante.
A notícia não representa uma solução para as quase 40 milhões de pessoas que vivem com o HIV em todo o mundo, visto que é um procedimento arriscado, mas mostra caminhos possíveis para os cientistas continuarem trabalhando.