Porto Alegre, sexta-feira, 06 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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saúde

06/03/2020 - 09h09min. Alterada em 06/03 às 14h18min

Estudantes de Medicina da Pucrs protestam contra fechamento da maternidade

Cerca de 300 estudantes realizam ato em frente à reitoria da Pucrs

Cerca de 300 estudantes realizam ato em frente à reitoria da Pucrs


Divulgação/Simers/JC
Lourenço Marchesan
Os estudantes de Medicina da Pucrs realizaram protesto, na manhã desta sexta-feira (6), contra o fechamento da unidade materno-infantil do Hospital São Lucas, ligado à universidade. Em torno de 300 alunos do curso se concentraram em frente à reitoria da universidade, aguardando o término da reunião que acontecia entre Sindicato Médico do RS (Simers), Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), diretoria do hospital e o reitor da Pucrs.
Os estudantes de Medicina da Pucrs realizaram protesto, na manhã desta sexta-feira (6), contra o fechamento da unidade materno-infantil do Hospital São Lucas, ligado à universidade. Em torno de 300 alunos do curso se concentraram em frente à reitoria da universidade, aguardando o término da reunião que acontecia entre Sindicato Médico do RS (Simers), Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), diretoria do hospital e o reitor da Pucrs.
O ato iniciou um pouco antes das 8h. Os estudantes iam aguardar o resultado do encontro para avaliar novas ações de mobilização. Letícia Pálido, estudante do nono semestre de Medicina, cita que a mudança prejudicaria o intercâmbio que existe entre o São Lucas e a universidade, deixando de existir o tradicional hospital-escola. Ela também alega que o espaço será menor no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, para onde a prefeitura poderá transferir os alunos e os atendimentos. No hospital, já há estudantes de outras faculdades.
"Além de perder nossos professores, o ensino vai perder muita qualidade. A faculdade já é cara e, por mais que eles nos remanejem, não teríamos a mesma oportunidade de ensino", ressalta Letícia.
A assessoria da Secretaria da Saúde da Capital disse que o assunto está em exame no hospital e é uma decisão da instituição. O contrato de prestação de serviço entre a prefeitura e o São Lucas está sendo revisto dentro do período de renovação. Sobre o perfil de atendimentos a serem prestados, caberia ao hospital definir, diz a secretaria.    
Nesta sexta-feira, a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul (Sogirgs) emitiu nota sobre o possível fechamento da unidade indicado que "pode ter consequências catastróficas". Em nota, a entidade destacou extrema preocupação com a assistência à saúde da mulher e da criança no Rio Grande do Sul diante da divulgação do projeto que prevê o encerramento das atividades da área materno-infantil no hospital.