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Violência

- Publicada em 17h09min, 04/03/2020. Atualizada em 11h38min, 05/03/2020.

Feminicídio diminui, mas casos de tentativa aumentam pelo quarto ano seguido no RS

Segundo estudo, em 2019 foram protocolados 359 casos de tentativa de feminicidio no RS

Segundo estudo, em 2019 foram protocolados 359 casos de tentativa de feminicidio no RS


CAROLINA FREIWE/ASCOM SEPLAG/DIVULGAÇÃO/JC
Vitor Laitano
O número de casos de feminicídio no Rio Grande do Sul diminui em 2019, segundo o estudo "Igualdade de gênero e empoderamento das mulheres e meninas no Rio Grande do Sul", divulgado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) e pelo Departamento de Economia e Estatística na tarde desta quarta-feira (4), em coletiva no Centro Administrativo do Estado.
O número de casos de feminicídio no Rio Grande do Sul diminui em 2019, segundo o estudo "Igualdade de gênero e empoderamento das mulheres e meninas no Rio Grande do Sul", divulgado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) e pelo Departamento de Economia e Estatística na tarde desta quarta-feira (4), em coletiva no Centro Administrativo do Estado.
No ano passado ano, o Estado registrou 100 casos de feminicídio - o homicídio de mulheres motivado por questões de gênero. Em 2018, este número foi de 116. Ainda assim, em 2017 esse dado havia sido ainda mais baixo: 83 casos. O número de feminicídios segue sendo o mais alto desde 2015, quando houve 99 casos registrados.
Apesar da queda no número de assassinatos consumados de mulheres, o número de tentativas de feminicídio tem crescido. Segundo o estudo, em 2019 foram protocolados 359 casos. A quantidade vinha diminuindo no Estado até 2016, quando chegou a 263. Os anos seguintes tiveram um aumento constante: 2017, com 322 casos, e 2018, com 355.
Apesar dos números, a pesquisadora responsável pelo estudo, Daniane Menezes, aponta que apenas um quinto das mulheres que sofre alguma violência procura órgãos oficiais. "Esse número alcança 50% apenas no caso de tiro", destaca.
Para a secretária de Planejamento, Leany Lemos, é necessário pensar em "medidas transversais", como criar horários de atendimento da delegacia da mulher "à noite e nos fins de semana, quando as ocorrências que envolvem tiro são mais comuns". 
O estudo também traz informações específicas sobre a Capital gaúcha. Dados de uma pesquisa feita pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) em 2017 mostram que 37,7% das mulheres porto-alegrenses já recebeu comentários desrespeitosos de sentido sexual. Esta porcentagem, segundo uma projeção da Seplag -, corresponderia a 238 mil mulheres.
O mesmo estudo aponta que, nos 12 meses anteriores a outubro de 2017, 47 mil mulheres foram “agarradas e/ou beijadas sem o seu consentimento”, isto é, "à força em qualquer situação". Além disso, 84mil mulheres da Capital já tiveram seus corpos tocados sem consentimento - 13,4% da população.
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