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protestos

- Publicada em 19h08min, 08/02/2020. Atualizada em 15h16min, 09/02/2020.

Manifestantes fazem abraço coletivo da Cinemateca Capitólio contra projeto de terceirização

Grupo deu um abraço coletivo no prédio histórico de Porto Alegre

Grupo deu um abraço coletivo no prédio histórico de Porto Alegre


LUIZA PRADO/JC
Marcelo Beledeli
Protestos e músicas carnavalescas marcaram o ato em defesa da Cinemateca Capitólio, realizado neste sábado (8), na praça Daltro Filho, no Centro Histórico de Porto Alegre. O evento, que lotou o local, contou com a presença de dezenas de profissionais da área audiovisual, representantes do meio artístico gaúcho, funcionários públicos e políticos, além de frequentadores da cinemateca. O ato, que começou às 16h, culminou com um abraço coletivo ao antigo Cine Capitólio e acabou logo antes da chuva forte que caiu no Centro da Capital, em torno das 17h45.
Protestos e músicas carnavalescas marcaram o ato em defesa da Cinemateca Capitólio, realizado neste sábado (8), na praça Daltro Filho, no Centro Histórico de Porto Alegre. O evento, que lotou o local, contou com a presença de dezenas de profissionais da área audiovisual, representantes do meio artístico gaúcho, funcionários públicos e políticos, além de frequentadores da cinemateca. O ato, que começou às 16h, culminou com um abraço coletivo ao antigo Cine Capitólio e acabou logo antes da chuva forte que caiu no Centro da Capital, em torno das 17h45.
Durante o ato, houve protestos contra o processo de contratualização do antigo Cine Capitólio, que prevê a terceirização da gestão do local por uma organização social, que assumiria os trabalhos por cinco anos, renováveis por outros cinco. A atriz Mirna Spritzer leu uma carta aberta em defesa da cinemateca, que já foi assinada por mais de 140 representantes do meio artístico e audiovisual brasileiro.
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“A prefeitura quer delegar toda a gestão da cinemateca. Mas o local está em pleno funcionamento, com reconhecimento nacional e internacional de sua qualidade, e não há nenhum motivo para que o poder público se ausente de sua administração. A equipe atual de servidores está plenamente capacitada para cumprir sua missão, e não vemos economia do ponto de vista financeiro. Por que então entregar para particulares um serviço público que funciona?”, questiona o presidente da Associação dos Amigos do Cinema Capitólio (AAMICA), Luiz Antonio Grassi.
A AAMICA e outras entidades defendem a realização de uma audiência pública para que o tema do futuro do Capitólio seja discutido pela comunidade. “A gente entende que a cinemateca precisa de parceria para conseguir mais verbas", afirma a cineasta e presidente da Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do RS (APTC-RS), Daniela Strack. No entanto, ela defende que não há necessidade de colocar uma gestão de fora para o Capitólio. "Os servidores que lá trabalham estão entre os mais qualificados e reconhecidos do Brasil”, critica.
O edital que a prefeitura deve lançar para a contratualização da Cinemateca Capitólio deve prever, entre outros pontos, garantias de democratização do acesso, com sessões com cobranças de ingressos a preços populares e 30% da programação com entrada gratuita. A totalidade de receitas geradas em razão da parceria deverá ser aplicada na Cinemateca.
Na próxima terça-feira (11) deve ocorrer uma nova reunião entre entidades defensoras dos servidores da Cinemateca Capitólio e a Prefeitura Municipal para debater o edital. Os funcionários do Capitólio estão ligados à Secretaria de Cultura.
Segundo o secretário da pasta, Luciano Alabarse, todos os servidores serão mantidos, bem como a forma de funcionamento do local. “Apenas conversa e diálogo vão esclarecer esses pontos. Essas manifestações vêm do desconhecimento do tema. Contratualização é uma parceria do poder público com uma organização social, não se está entregando nada, vendendo nada, funcionários não são demitidos e os equipamentos seguem funcionando”, afirmou.
Alabarse lembra que as contratualizações são formas de gestão que já estão acontecendo em outras cidades. “Um bom exemplo que deu certo é o da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), que se tornou a orquestra mais importante do País sendo contratualizada com uma organização de sociedade pública”, lembra o secretário.
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