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Porto Alegre, terça-feira, 14 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Geral

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Urbanismo

14/01/2020 - 20h11min. Alterada em 14/01 às 21h54min

Prefeitura lança edital para o trecho 2 da orla do Guaíba

Documento traz regras mais claras quanto à utilização do Anfiteatro Pôr-do-Sol em eventos fechados

Documento traz regras mais claras quanto à utilização do Anfiteatro Pôr-do-Sol em eventos fechados


NÍCOLAS CHIDEM/JC
Gabriela Porto Alegre
Com o objetivo de tornar a orla do Guaíba um espaço turístico com mais opções de lazer à população, a prefeitura de Porto Alegre lançou ontem, no Paço Municipal, o edital de concessão do trecho 2 da orla - entre a Rótulas das Cuias e o Anfiteatro Pôr-do-Sol -, que estará aberto até 20 de março.
Com o objetivo de tornar a orla do Guaíba um espaço turístico com mais opções de lazer à população, a prefeitura de Porto Alegre lançou ontem, no Paço Municipal, o edital de concessão do trecho 2 da orla - entre a Rótulas das Cuias e o Anfiteatro Pôr-do-Sol -, que estará aberto até 20 de março.
As principais intervenções para a área de aproximadamente 135 mil metros quadrados preveem a construção de uma roda gigante e melhorias na infraestrutura do espaço. O contrato, com duração prevista de 35 anos, tem investimento estimado em R$ 512 milhões, sendo que, inicialmente, serão aplicados R$ 70,5 milhões.
Conforme o prefeito Nelson Marchezan Júnior, o edital do trecho 2 conta com uma visão diferenciada dos demais, já que a qualificação não será realizada com recursos próprios, nem com financiamentos. "Todos os investimentos necessários serão realizados com recursos privados. A construção da roda-gigante, por exemplo, além de ser um atrativo turístico, será também uma referência para o Rio Grande do Sul, para o Brasil e, quem sabe, até para a América do Sul", afirmou.
Entre os pontos em destaque, o edital traz maior clareza quanto à realização de eventos fechados no espaço, restrições quanto à utilização do Anfiteatro Pôr-do-Sol por fins de semana consecutivos, possibilidade de uso pela prefeitura de até 15 dias ao ano para a realização de eventos públicos e gratuitos, além da expansão da área de água em até 50% para maximizar a possibilidade de atividades náuticas. O projeto de construção da roda-gigante, com investimento estimado em R$ 45 milhões, deverá ter altura mínima de 80 metros e cabines panorâmicas com capacidade para, no mínimo, seis pessoas.
Para o secretário municipal de Parcerias Estratégicas (Smpe), Thiago Ribeiro, a iniciativa promove uma série de desdobramentos positivos de requalificação para a orla. "A nossa ideia é fazer diferente, é mudar a forma como Porto Alegre se coloca diante das outras cidades", argumentou.
Como intervenções, o edital prevê que o projeto tenha a continuidade da calçada e da ciclovia interligando todos os trechos da orla e, no mínimo, 2,1 mil metros quadrados de decks, distribuídos em ao menos três pontos e três passarelas (com conexão ao trecho 3). Ainda, estão previstos parque infantil, cachorródromo, teatro para pequenos eventos, apoio náutico e trapiche de, no mínimo, 70 metros de extensão, estacionamento com, no mínimo, 150 vagas, mobiliário urbano, iluminação, sinalização, centro de apoio ao usuário e sanitários.
Dentre as obrigações previstas, o concessionário não poderá cobrar ingresso em áreas públicas do parque, apenas em equipamentos específicos, como a roda-gigante. Ainda, deve prezar pela inclusão e sustentabilidade do local, não perdendo o foco também nos usuários. "Esse é um edital consolidado com uma visão de orla e com uma visão de cidade. Porto Alegre terá um motivo para as pessoas virem para cá. Um motivo que não é gastronomia ou um evento único", ressaltou Marchezan.
De acordo com Ribeiro, as obras de revitalização do parque urbano deverão estar totalmente concluídas em 24 meses após a assinatura do contrato. Já para a construção da roda-gigante, o prazo estipulado é de 36 meses. "A gente acredita que o principal para a população, em termos de necessidade mesmo, é ter o parque urbano do trecho 2 pronto".
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