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Ciência

- Publicada em 03h14min, 12/12/2019. Atualizada em 03h00min, 12/12/2019.

Cientistas brasileiros reabrem hoje laboratório de pesquisa no interior da Antártica

A plataforma usa apenas o sol e o vento para suprir toda a energia que precisa

A plataforma usa apenas o sol e o vento para suprir toda a energia que precisa


HEITOR EVANGELISTA/DIVULGAÇÃO/JC
Gabriela Porto Alegre
Depois de dois anos fechado por falta de recursos, o laboratório de pesquisa latino-americano mais ao Sul do planeta será reaberto hoje. Primeiro laboratório brasileiro instalado no interior da Antártica, o Criosfera 1 é uma plataforma de pesquisas do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) voltada para investigações das mudanças da atmosfera, do clima e do gelo da Terra. Autossustentável, a plataforma usa apenas o sol e o vento para suprir toda a energia que precisa.
Depois de dois anos fechado por falta de recursos, o laboratório de pesquisa latino-americano mais ao Sul do planeta será reaberto hoje. Primeiro laboratório brasileiro instalado no interior da Antártica, o Criosfera 1 é uma plataforma de pesquisas do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) voltada para investigações das mudanças da atmosfera, do clima e do gelo da Terra. Autossustentável, a plataforma usa apenas o sol e o vento para suprir toda a energia que precisa.
Desde que foi instalado, em dezembro de 2011, uma expedição de cientistas costumava ir até o local para fazer reparos e ajustes. No entanto, com a falta de recursos para a expedição, o espaço ficou desativado nos últimos anos. Agora, quatro pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) estão de volta à Antártica para colocar a plataforma em funcionamento.
Conforme o Centro Polar e Climático da Ufrgs (CPC), o sistema 1 é uma estação meteorológica que permite investigar as interações entre as massas de ar antárticas e as do Brasil, avançando o conhecimento sobre as frentes frias que afetam a produção agrícola, principalmente no Sul do País. Os sensores também recebem informações sobre os componentes químicos da atmosfera, como concentração do dióxido de carbono (CO2). Além disso, a ferramenta ainda auxilia na investigação de sinais de poluição global gerados pela atividade industrial e de mineração.
Para Filipe Daros Idalino, doutorando em Geomorfologia Glacial do CPC, a reabertura do espaço gera expectativas positivas para os pesquisadores. "O Criosfera 1 foi concebido para operar de forma autônoma, enviando dados por satélite para o Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet) , tornando-os de acesso público e integrado a rede nacional de monitoramento e previsão".
Os professores e pesquisadores Jefferson Cardia Simões e Francisco Aquino e os técnicos Luiz Fernando Reis e Isaías Thoen devem deixar o polo no dia 28 de dezembro, e retornar ao Brasil, saindo de Punta Arenas, no Chile, no dia 30.  
O módulo é uma ação conjunta da Ufrgs, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e faz parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar)/Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM). O financiamento é dos ministérios da Defesa, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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