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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

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Edição impressa de 07/11/2019. Alterada em 06/11 às 21h29min

Brasil tem o maior número de miseráveis desde 2012

O Brasil alcançou nível recorde de pessoas vivendo em condições de extrema pobreza. Segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13,5 milhões de brasileiros viviam com menos de US$ 1,90 por dia em 2018. O número corresponde a 6,5% da população e é o maior desde 2012. A quantidade de miseráveis no Brasil equivale ao número de habitantes de países como Portugal, Bélgica e Cuba, por exemplo. O antigo recorde era de sete anos atrás, quando o País tinha cerca de 10 milhões de pessoas em situação de miséria.
O Brasil alcançou nível recorde de pessoas vivendo em condições de extrema pobreza. Segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13,5 milhões de brasileiros viviam com menos de US$ 1,90 por dia em 2018. O número corresponde a 6,5% da população e é o maior desde 2012. A quantidade de miseráveis no Brasil equivale ao número de habitantes de países como Portugal, Bélgica e Cuba, por exemplo. O antigo recorde era de sete anos atrás, quando o País tinha cerca de 10 milhões de pessoas em situação de miséria.
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A classificação utilizada pelo IBGE para a extrema pobreza é a do Banco Mundial, que define como em situação de miséria pessoas com rendimento inferior a US$ 1,90 por dia - o equivalente a cerca de R$ 145,00 mensais, pelo método de Paridade de Poder de Compra (PCC) de 2011. O PCC não leva em consideração a taxa de câmbio, mas sim o valor necessário para comprar a mesma quantidade de bens e serviços no mercado interno brasileiro em comparação com o norte-americano.
Além dos 13,5 milhões na miséria em 2018, outras 52,5 milhões de pessoas estavam abaixo da linha da pobreza, sendo 72,7% deles negros ou pardos. Pela métrica do Banco Mundial, são considerados pobres aqueles que tem PPC menor que US$ 5,50, o equivalente a R$ 420,00 mensais. O IBGE aponta, ainda, que a inserção no mercado de trabalho não é o suficiente para transformar essa realidade. Cerca de 14,3% dos habitantes em situação de pobreza eram ocupados. Desse percentual, 24,2% são trabalhadores domésticos, 23,4% estão empregados sem carteira de trabalho assinada e 19,9% trabalham por conta própria.

Entre os gaúchos, 1,9% da população é miserável e 13,1%, pobre

Segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE, o Rio Grande do Sul é o terceiro estado com menor desigualdade, logo atrás do Distrito Federal, em segundo lugar, e de Santa Catarina, em primeiro. A pesquisa mostrou que o índice de habitantes abaixo da linha de extrema pobreza chegava a 218 mil em 2018. Em comparação com 2012, o percentual de miseráveis é exatamente igual: 1,9% da população vive com menos de US$ 1,90 por dia. O recorde do Rio Grande do Sul foi em 2017, quando 2,4% da população estava abaixo da linha da extrema pobreza.

No ano passado, 1,48 milhão de gaúchos (13,1% da população) estavam em condições de pobreza, número superior à população de Porto Alegre, que é de 1,409 milhão de habitantes. O número referente a 2018 é o maior desde 2012, quando 13,5% da população gaúcha era considerada pobre. Já a Capital apresentava o segundo menor índice de pobres da Região Sul em 2018, com cerca de 148 mil pessoas.

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