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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de novembro de 2019.
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Saúde

Edição impressa de 04/11/2019. Alterada em 04/11 às 03h00min

Pastoral DST/Aids trabalha há 20 anos na educação sobre o vírus

Dom Eugène integra a iniciativa da CNBB desde o início

Dom Eugène integra a iniciativa da CNBB desde o início


/MARCO QUINTANA/JC
Deivison Ávila
Com o objetivo de educar, prevenir e assistir pessoas ligadas à problemática da Aids, a Igreja Católica se uniu ao Ministério da Saúde em 1999 e criou a Pastoral da DST/Aids. O trabalho, porém, vem sendo realizado desde 1986 em locais isolados do País, dentro das Pastorais da Saúde. Vinculado e gerido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral tem como compromisso implementar um serviço de informação e assistência na base, chegando aonde o governo não tem forças para alcançar.
Com o objetivo de educar, prevenir e assistir pessoas ligadas à problemática da Aids, a Igreja Católica se uniu ao Ministério da Saúde em 1999 e criou a Pastoral da DST/Aids. O trabalho, porém, vem sendo realizado desde 1986 em locais isolados do País, dentro das Pastorais da Saúde. Vinculado e gerido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral tem como compromisso implementar um serviço de informação e assistência na base, chegando aonde o governo não tem forças para alcançar.
Há 17 anos, Porto Alegre sedia o Seminário Nacional de Combate ao HIV, quando os agentes da Pastoral de 21 estados, coordenadores diocesanos e regionais debatem futuras ações para o próximo ano. O evento foi realizado no último mês; na Capital e o Jornal do Comércio conversou com Dom Eugène Rixen, bispo de Goiás e presidente nacional da Pastoral da DST/Aids, um referencial dentro da Igreja no auxílio e combate da doença.
Jornal do Comércio - Em 2019, a Pastoral DST/Aids completa 20 anos desde a sua criação. Como o senhor vê a evolução desta luta para informar e dar assistência a quem convive com a doença?
Dom Eugène Rixen - Ao longo destes anos, sempre nos reunimos em Porto Alegre e utilizamos a experiência local no combate à doença. Já estamos espalhados em todo o Brasil e atingimos metade das pastorais regionais, chegando nas mais distantes regiões do País. Seguimos trabalhando sempre ligados ao espírito de São Francisco, indo ao encontro dos pobres, pequenos e dos últimos, refletindo como acompanhar os soropositivos e como lutar contra esse vírus.
JC - No que consiste as ações das pastorais DST/Aids espalhadas pelo Brasil?
Dom Eugène - Nós trabalhamos em duas linhas: na prevenção, dando esclarecimentos, visitando escolas e outros lugares, e também, no acompanhamento dos infectados, dando esperança de vida, animando aqueles que precisam conviver com o vírus. Nossa missão é na busca pelo respeito e no combate ao estigma e à discriminação, que é uma das principais ações da Pastoral da Aids.
JC - Quais os resultados ao longo destes 20 anos de trabalho?
Dom Eugène - É difícil de medir, mas o que percebemos é que o crescimento dos grupos aumentou muito, estando presente em todos os estados, dando sinais que o trabalho está sendo ampliado. Considero que os resultados são muito bons. Ajudamos a evitar a infecção de outras pessoas e acompanhamos as contaminadas, dentro do espírito evangélico, para que elas percebam que a vida continua mesmo sendo portadoras do vírus.
JC - Como a igreja católica vê questão dos dogmas da instituição em contraponto com os métodos de prevenção das doenças?
Dom Eugène - Nós, como Pastoral, não temos nenhum problema como igreja, muito pelo contrário. Primeiro, procuramos trabalhar a consciência dentro dos nossos valores e os valores do evangelho. Segundo, as pessoas precisam tomar suas próprias decisões. O trabalho do Ministério da Saúde é um, e o nosso é outro. Nós focamos na conscientização dos valores.
 
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