Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 29 de outubro de 2019.
Dia nacional do Livro e Dia mundial de combate ao AVC.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Transporte

Edição impressa de 29/10/2019. Alterada em 28/10 às 21h12min

Taxistas de Porto Alegre aprovam o tráfego por faixas exclusivas

Taxista há 40 anos, Edson pede que colegas respeitem limites de velocidade nos corredores

Taxista há 40 anos, Edson pede que colegas respeitem limites de velocidade nos corredores


LUIZA PRADO/JC
Gabriela Porto Alegre
Taxistas de Porto Alegre ganharam uma nova opção para impulsionar os serviços na Capital e fugir do congestionamento. Na quinta-feira passada, o Executivo municipal autorizou os táxis a trafegarem pelas faixas que até então eram de uso exclusivo de ônibus e lotações. A medida passou a vigorar ontem e a liberação vale para todas as faixas exclusivas da cidade, com exceção da faixa da Cristóvão Colombo e da faixa da avenida Independência, no sentido bairro-Centro.
Taxistas de Porto Alegre ganharam uma nova opção para impulsionar os serviços na Capital e fugir do congestionamento. Na quinta-feira passada, o Executivo municipal autorizou os táxis a trafegarem pelas faixas que até então eram de uso exclusivo de ônibus e lotações. A medida passou a vigorar ontem e a liberação vale para todas as faixas exclusivas da cidade, com exceção da faixa da Cristóvão Colombo e da faixa da avenida Independência, no sentido bairro-Centro.
Com a iniciativa, os táxis poderão trafegar nessas vias quando estiverem com ou sem passageiros embarcados. Conforme a prefeitura, a liberação passará por um período de testes, por alguns meses, para que seja avaliada a permanência desta utilização.
Notícias sobre mobilidade são importantes para você?
O objetivo da ação é incentivar o uso do táxi, que vem diminuindo nos últimos anos, principalmente devido ao uso de aplicativos de transporte. Em 2014, por exemplo, Porto Alegre contava com 10 mil taxistas cadastrados. Hoje, são 6.305 - uma redução equivalente a 37% em cinco anos. A frota também tem apresentado redução. De 3.905 prefixos em 2014, passou para 3.817 neste ano, o que significa 88 táxis a menos. A medida quer garantir mais competitividade ao serviço, principalmente nos horários de pico.
A ideia, que já é bastante utilizada em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, tem sido vista com bons olhos por Luís Fernando Soares, taxista há 58 anos. "É uma iniciativa boa, porque vai aumentar nosso serviço e, consequentemente, vai melhorar para os motoristas de táxi. Hoje (ontem) mesmo já utilizei uma faixa exclusiva próximo ao Hospital Fêmina. Elas trarão bastante efetividade e agilidade aos nossos serviços".
Claudio da Silva, motorista de táxi há 20 anos, têm boas expectativas quanto a utilização das faixas exclusivas. "Ainda não peguei nenhuma corrida que precisasse passar pelas faixas, mas vejo essa medida de forma bastante positiva. Com a inclusão das faixas para ônibus, a cidade ficou ainda mais congestionada para os motoristas. Agora, com essa liberação, tenho expectativas de que melhore bastante o fluxo para os taxistas e que os passageiros voltem a procurar nossos serviços".
Taxista há 40 anos, Edson Aredon Bammann, também avalia a iniciativa de forma positiva, mas faz o alerta para que os colegas respeitem as regras para a utilização das faixas. "Precisamos respeitar os limites de velocidade dentro das faixas, respeitar as regras é fundamental para que essa se torne uma medida permanente".
O presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari defende a priorização do transporte público e acredita que a permissão para os táxis trafegarem nas faixas exclusivas vai beneficiar tanto os profissionais da categoria quanto a população. "A expectativa é de que, após esse período de testes, se comprove os benefícios desse novo modelo de mobilidade e que Porto Alegre, assim como outras grandes cidades, continue avançando", ressaltou. "É uma medida que deve beneficiar a todos, e não só aos motoristas de táxi", concluiu.

Faixas exclusivas onde os táxis podem circular

  • Av. Júlio de castilhos
  • Av. Independência
  • Av. Voluntários
  • Av. Cavalhada
  • Av. Nonoai
  • Av. Brasil
  • Av. Bento Gonçalves
  • Av. Assis Brasil
  • Av. Icaraí
  • Av. Ipiranga
  • Rodoviária (Rua Conceição)
  • Av. Independência*
  • Rua Mostardeiro
*No sentido Centro-bairro

ATP aponta prejuízo à agilidade no transporte por ônibus

A medida anunciada pela prefeitura não é vista com bons olhos por parte das empresas de ônibus da Capital. Promovidas como uma forma de fomentar o transporte coletivo, dando prioridade ao modal, as faixas exclusivas são defendidas pela Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), que representa as empresas, mas o uso dos espaços pelos táxis é criticado.
"As faixas são para dar um ganho operacional, de produtividade ao sistema coletivo. Elas fazem com que se leve a mesma quantidade de pessoas com menos coletivos. Somos totalmente favoráveis aos corredores exclusivos. Colocar táxis nesses espaços irá tirar a mobilidade dos ônibus. Somos contra colocar outros modais nos corredores", afirma o diretor-executivo da ATP, Gustavo Simionovschi.
Conforme o executivo, a decisão da prefeitura irá colocar quase quatro mil carros para circular nas faixas exclusivas o que, inevitavelmente, irá gerar um impacto na circulação dos ônibus nos horários de pico. "Deveria haver prioridade para os ônibus. Um ônibus pode tirar 48 carros das ruas. Além disso, somos o único transporte social, com benefícios para estudantes, idosos, entre outros. Com os táxis nas faixas exclusivas, essa prioridade se perde", observa Simionovschi.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia