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Porto Alegre, terça-feira, 22 de outubro de 2019.
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Urbanismo

21/10/2019 - 16h00min. Alterada em 22/10 às 23h11min

Começam as obras do trecho 3 da orla do Guaíba em Porto Alegre

Retroescavadeira retira vegetação para preparar a área para receber o aterro previsto no projeto

Retroescavadeira retira vegetação para preparar a área para receber o aterro previsto no projeto


MARIANA CARLESSO/JC
Patrícia Comunello
Mesmo sob chuva, a orla do Guaíba, em Porto Alegre, teve movimentação diferente nesta segunda-feira (21). Máquinas começaram a operar dando a largada das obras do trecho 3 da revitalização da região, que terá 12 meses para ser concluída. Uma retroescavadeira abriu os trabalhos, removendo a vegetação nos barracos às margens da avenida Edvaldo Pereira Paiva.
Mesmo sob chuva, a orla do Guaíba, em Porto Alegre, teve movimentação diferente nesta segunda-feira (21). Máquinas começaram a operar dando a largada das obras do trecho 3 da revitalização da região, que terá 12 meses para ser concluída. Uma retroescavadeira abriu os trabalhos, removendo a vegetação nos barracos às margens da avenida Edvaldo Pereira Paiva.
Todo o material orgânico tem de ser removido. Também parte da vegetação mais baixa será retirada, mas isso depende de autorização da prefeitura. O projeto prevê mais de 500 árvores no traçado. Nesta quarta-feira (23), devem começar a chegar as primeiras cargas de terra para fazer o aterro. Os primeiros dois a três meses serão marcados pelo fluxo de caminhões que depositarão cerca de 180 mil metros cúbicos de terra ao longo do traçado do trecho 3. São 1,6 mil metros de extensão.
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A intenção do ACA/RGS é fazer o transporte em todos os horários do dia, mas intensificando à noite. Os trabalhos vão ocorrer de segunda a sábado. Empresas e mão de obra locais estão sendo contratadas. No pico da execução, estarão trabalhando entre 150 e 200 pessoas.  
O trecho vai da avenida Ipiranga, onde o arroio Dilúvio deságua no lago, até o Parque Gigante da Beira-Rio.  O consórcio português ACA/RGS venceu a concorrência para executar o projeto. A intervenção custará R$ 46,2 milhões, com recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Fundo Municipal de Iluminação Pública e Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Na licitação, o valor ficou 20% abaixo do teto de gasto. 
O CEO do ACA no Brasil, José Manuel dos Reis da Costa Leite, explicou na semana passada, na assinatura da ordem de serviço dos obras, que a largada envolve a colocação de tapumes, que ainda não estão instalados, e o transporte de terra para fazer o aterramento na altura prevista. Na área mais próxima ao lago e onde ficarão as 25 quadras esportivas, a previsão é elevar até um metro o atual nível do terreno.
O trecho vai ter ciclovia, 27 quadras esportivas (vôlei de praia, futebol society, beach tennis), equipamentos de ginástica, parques infantis, a maior pista de skate da América Latina e bares e arborização com 550 árvores e iluminação em LED. 
Outros projetos estão em andamento para repaginar a orla. O trecho 2, entre a Rótula das Cuias e o arroio Dilúvio, aguarda as definições de referências para ser lançado o edital para concessão. A previsão é a concorrência seja aberta em novembro. Uma roda gigante está prevista para o trecho. O consórcio que está fazendo o trecho 3 já indicou interesse em disputar a nova concessão. Também vão ocorrer melhorias após o Parque Gigante do Beira-Rio, em duas extensões.
Uma delas, na área do Museu Iberê Camargo, será compensação de empreendimentos do dono do BarraShoppingSul. A seguinte, após o píer do catamarã até o clube Veleiros, não tem definição das ações, mas a prefeitura deve buscar parcerias e compensações para viabilizar, adiantou o prefeito Nelson Marchezan Júnior na semana passada. 
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Trecho 1: entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. Revitalização foi concluída em junho de 2018 e e foi bancada por financiamento da CAF, de R$ 68 milhões. A manutenção hoje é feita pela Uber, que renovou recentemente após um ano na função.
Trecho 2: entre a Rótula das Cuias e o Arroio Dilúvio. São 134,4 mil metros quadrados de área que sofrerá obras e 850 metros de extensão. Prevê instalação de uma roda gigante. Os parâmetros do projeto estão sendo definidos, após audiência pública. Prefeitura deve lançar em novembro o edital para a concessão. A previsão de gasto é de R$ 70 milhões para a implementação da infraestrutura e outros cerca de R$ 430 milhões de melhorias e manutenção durante esses 35 anos.
Trecho 3: entre o Arroio Dilúvio e o Parque Gigante. A intervenção abrange uma extensão de 1,6 mil metros e em uma área com 15,2 hectares. São 14,6 hectares de orla e 6 mil metros quadrados de estacionamento, com 200 vagas. O consórcio português ACA, sigla das iniciais do nome do dono do grupo Alberto Couto Alves, vai executar as obras usando recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Fundo Municipal de Iluminação Pública e Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) no valor de R$ 46,2 milhões. O trecho vai ter ciclovia, 27 quadras esportivas (vôlei de praia, futebol society, beach tennis), equipamentos de ginástica, parques infantis, a maior pista de skate da América Latina e bares e arborização com 550 árvores e iluminação em LED.
Trecho 4: entre o Gigante da Beira-Rio e o píer do catamarã, em frente ao BarraShoppingSul. Grupo Multiplan, dono do shopping, fará as ações dentro de contrapartidas de novos empreendimentos do grupo no entorno do centro comercial. O complexo do Parque do Pontal, da Engenhosul e Melnick Even, com prédios comerciais tem intervenção na orla.
Trecho 5: entre o Parque do Pontal e o clube Veleiros. O prefeito Nelson Marchezan Jr solicitou estudos para fazer a revitalização após o parque do Pontal até o clube Veleiros. O trecho deve contar com contrapartidas e parcerias, segundo o prefeito.
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