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- Publicada em 18 de Outubro de 2019 às 18:52

Funcionários do Imesf suspendem greve até próxima quinta-feira

Funcionários exigem negociação com a prefeitura após convocação para retorno aos postos de trabalho

Funcionários exigem negociação com a prefeitura após convocação para retorno aos postos de trabalho


LUIZA PRADO/JC
Fernanda Soprana
Trabalhadores do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) de Porto Alegre decidiram, nesta sexta-feira (18), suspender a paralisação da categoria. A decisão foi tomada após a prefeitura ter convocado os grevistas para retorno imediato ao trabalho, em documento publicado Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) no dia anterior.
Trabalhadores do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) de Porto Alegre decidiram, nesta sexta-feira (18), suspender a paralisação da categoria. A decisão foi tomada após a prefeitura ter convocado os grevistas para retorno imediato ao trabalho, em documento publicado Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) no dia anterior.
A greve deve ser interrompida até a próxima quinta-feira (24), novamente em aguardo dos servidores por uma reunião com o prefeito Nelson Marchezan Júnior. Segundo o Sindisaúde-RS, caso o prefeito não dialogue com os sindicatos, a paralisação será retomada. 
A primeira manifestação também foi suspendida para negociar com a prefeitura. Uma reunião entre representantes dos sindicatos em greve e o Secretário Municipal de Saúde, Pablo Stürmer, estava marcada para a próxima terça-feira (22), mas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) cancelou o encontro após os sindicatos retomarem a paralisação na última quarta-feira (16).
Na convocação, que pode ser conferida no site da prefeitura, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) alegou “ilegalidade da paralisação” e “necessidade de continuidade do serviço público essencial de saúde as disposições do Decreto 20.017, de 20 de junho de 2018”. O documento é assinado pelo secretário municipal de Saúde e presidente do Imesf, Pablo Stürmer, com base no artigo 31, da Lei nº 11.062, de 6 de abril de 2011.
Em nota, a Secretaria da Saúde afirmou que os trabalhadores não cumpriram os prazos legais para a comunicação da retomada da paralisação - que começou na manhã da última quarta-feira (16). O município alega que o ofício foi entregue na tarde da última segunda-feira (14), o que não respeita o prazo de 48 horas de aviso prévio.
O Sindisaúde-RS, contudo, afirma que o edital da greve foi divulgado no Correio do Povo ainda no sábado (12). Em comunicado, os sindicatos avisaram que “os trabalhadores definiram por manter o estado de greve, suspendendo a paralisação dos postos na segunda (14) e na terça (15) na tentativa de negociação com o Município, retomando a paralisação dos postos na quarta-feira (16) em caso de resultado inexitoso da negociação”.
A Secretaria da Saúde ressaltou em nota que não há motivação legal para a greve dos funcionários do Imesf, o que contribuiu para a convocação. O prefeito Nelson Marchezan Jr. afirmou, na última sexta (11), que "não houve reflexo prático na vida (dos trabalhadores) até o momento”. Ele ressaltou que “negar atendimento à população não vai mudar a decisão do STF”.
O documento publicado no Dopa também cita a desassistência nos postos de saúde de Porto Alegre como motivação para a realização do documento. De acordo com o Sindisaúde-RS, a greve envolveu aproximadamente 25% dos funcionários do Imesf, e o restante dos servidores teria seguido com atendimento nas unidades de saúde, o que cumpriria a jurisprudência de 30% do atendimento mínimo. 
Os protestos da categoria ocorrem em razão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciada em setembro, que decidiu extinguir o Imesf. A decisão deve gerar a demissão de 1.840 pessoas. Funcionários vêm paralisando atividades nos postos de saúde em forma de protesto à terceirização dos serviços do Instituto. A greve é assinada pelo Sindisaúde-RS, o Sindicato dos Enfermeiros no Estado do RS (Sergs) e o Sindicato dos Odontologistas no Rio Grande do Sul (Soergs). A partir de assembleia organizada nesta sexta-feira, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) pode participar da paralisação da próxima quinta (24).
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