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Meio Ambiente

- Publicada em 21h16min, 10/10/2019. Atualizada em 09h10min, 11/10/2019.

Petróleo encontrado em praias é venezuelano

Petróleo já foi encontrado em ao menos 139 praias do Nordeste brasileiro

Petróleo já foi encontrado em ao menos 139 praias do Nordeste brasileiro


CARLOS EZEQUIEL VANNONI/AGÊNCIA PIXEL PRESS/FOLHAPRESS/JC
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quinta-feira, com base nas investigações conduzidas pela Marinha e Petrobras, que o petróleo encontrado em ao menos 139 praias do Nordeste brasileiro é de origem venezuelana. A indicação se baseia em uma análise técnica e laboratorial da Petrobras. A hipótese, segundo o ministro, é de que o óleo pode ter sido derramado de navios que trafegaram ao longo da costa brasileira.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quinta-feira, com base nas investigações conduzidas pela Marinha e Petrobras, que o petróleo encontrado em ao menos 139 praias do Nordeste brasileiro é de origem venezuelana. A indicação se baseia em uma análise técnica e laboratorial da Petrobras. A hipótese, segundo o ministro, é de que o óleo pode ter sido derramado de navios que trafegaram ao longo da costa brasileira.
De acordo com o cruzamento de informações, realizado pela investigação, havia embarcações de diversas origens na região. O trabalho, entretanto, se concentrou em cruzar as rotas mais utilizadas no transporte de petróleo e a direção que as toneladas de óleo tomaram até chegar às praias do Brasil. O rastreamento tem se baseado também nas informações de GPS das embarcações investigadas. Até quarta-feira, ao menos 23 estavam sob suspeita. O material identificado, no entanto, tem assinatura de petróleo da Venezuela, segundo estudos da Petrobras e da Marinha.
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Em contrapartida, a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDSVA) informou que, pelo menos até esta quinta-feira, nenhum de seus clientes ou subsidiárias havia relatado ocorrência de vazamento de petróleo próximo à costa brasileira. Ainda, o ministro do Petróleo da Venezuela, Manuel Quevedo, descartou a hipótese de que a PDVSA ou o Estado venezuelano tenham qualquer responsabilidade pelo ocorrido.
Pelo Twitter, Quevedo se manifestou: "Rechaçamos categoricamente as acusações infundadas de funcionários do governo brasileiro que pretendem atribuir à República Bolivariana da Venezuela e à nossa principal indústria, a PDVSA, a responsabilidade por um derramamento de petróleo que impacta a costa do País", afirmou. 
Durante reunião ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Comana), realizado em Brasília, Salles afirmou que as autoridades brasileiras ainda desconhecem a origem do óleo, embora o resultado das análises técnicas apontem a compatibilidade entre o resíduo recolhido no litoral nordestino e o óleo venezuelano. Conforme o ministro, há três principais hipóteses para explicar a origem da substância: um vazamento acidental em alguma embarcação ainda não identificada, um derramamento criminoso do material por motivos desconhecidos ou a eventual limpeza do porão de algum navio.
O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, afirmou em um evento em São Paulo, ter quase certeza de que o derramamento foi criminoso. "Com toda certeza houve derramamento criminoso de petróleo na região costeira." Logo depois, voltou atrás. "Tenho quase certeza. Não temos bola de cristal para descobrir rapidamente quem é o responsável pelo ato criminoso, mas tomamos as providências." Bolsonaro disse ainda que o governo enfrenta forte pressão da mídia com o desconhecimento dos fatos sobre as questões ambientais, como ocorreu na crise das queimadas na Amazônia.
Conforme Salles, o que se sabe até o momento, com base nas análises técnicas, é de que o óleo não é de origem brasileira. "Esse óleo veio de um navio estrangeiro, ao que tudo indica", disse. As apurações seguem à cargo da Polícia Federal, da Marinha e dos órgãos ambientais.
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