Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 07 de outubro de 2019.
Dia do Compositor.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Saúde

07/10/2019 - 13h50min. Alterada em 07/10 às 13h50min

Paralisação afeta atendimento em postos de saúde do Imesf em Porto Alegre

Paralisação antecede a greve, que deverá começar nesta quarta e vai até sexta em unidades

Paralisação antecede a greve, que deverá começar nesta quarta e vai até sexta em unidades


LUIZA PRADO/JC
Fernanda Soprana
Parte dos postos operados pelo Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) em Porto Alegre não teve atendimento na manhã desta segunda-feira (7). A suspensão por duas horas, entre as 8h e as 10h, seguiu o que foi deliberado em assembleia na semana passada que aprovou greve de três dias, que vai de quarta (9) a sexta-feira (11). 
Parte dos postos operados pelo Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) em Porto Alegre não teve atendimento na manhã desta segunda-feira (7). A suspensão por duas horas, entre as 8h e as 10h, seguiu o que foi deliberado em assembleia na semana passada que aprovou greve de três dias, que vai de quarta (9) a sexta-feira (11). 
O Imesf responde por 77 unidades. O instituto vai ser extinto, cumprindo julgamento do Supremo Tribunal Federal (TRF). Com isso, 1.840 funcionários serão demitidos. Ainda não há data de emissão dos avisos prévios aos futuros demitidos. A paralisação busca pressionar o município para que faça a contratação dos quase 2 mil profissionais, mas o prefeito Nelson Marchezan Júnior apontou que será contratada uma instituição terceirizada para assumir o serviço. 
O Sindisaúde-RS, uma das entidades envolvidas na greve, diz que mais de 40 postos pararam. Já a Secretaria Municipal da Saúde informou que a paralisação de duas horas atingiu apenas 23 unidades e ainda que 12 delas teriam continuado fechadas após as 10h, contrariando o que foi deliberado na plenária da terça-feira (1).
A greve foi aprovada por enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos e agentes de endemias e de saúde. Médicos não estão no movimento. Mesmo assim, unidades não abriram. 
O SindiSaúde-RS esclareceu que nos dias da paralisação será mantido o atendimento mínimo à população. A lei de greve para serviços essenciais requer que 30% do serviço seja feito, sob risco de multa. O atendimento durante a greve dependerá da adesão dos participantes, observa o sindicato.
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) não assinou o edital de greve, não participou da assembleia da terça-feira e não definiu greve própria. No entanto, as atividades médicas nos postos de saúde poderão ser afetadas com a redução de funcionários, diz o Sindisaúde-RS.
Os Ministérios Públicos do Estado (MPE), de Contas (MPC), do Trabalho (MPT) e Federal (MPF) alertaram a prefeitura sobre a terceirização dos serviços do Imesf. Em notificação recomendatória conjunta enviada ao município, os quatro MPs lembraram do artigo 199, § 1º, da Constituição Federal, que prevê que “instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde”. O atendimento da atenção básica deve ser prestado pelo gestor municipal. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia