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urbanismo

- Publicada em 10h53min, 02/10/2019. Atualizada em 21h52min, 02/10/2019.

Aeromóvel é retirado da orla do Guaíba em Porto Alegre

Trecho de 1,1 km foi construído em 1982 como protótipo de transporte movido a propulsão a ar

Trecho de 1,1 km foi construído em 1982 como protótipo de transporte movido a propulsão a ar


PATRÍCIA COMUNELLO /ESPECIAL/JC
Patrícia Comunello
Atualizada às 13h
Atualizada às 13h
Um dia histórico. Depois de quase 40 anos instalado próximo à orla de Porto Alegre, o aeromóvel está sendo retirado do alto das vigas que formam o trilho onde o transporte foi instalado em 1982. A extensão dos trilhos é de 1,1 km, começando próximo à Câmara de Vereadores da Capital até a praça Júlio Mesquita, em frente a Usina do Gasômetro. O primeiro veículo foi içado por volta das 11h30min. Durante a tarde, está prevista a retirada da segunda unidade.  
A empresa Coester, com efeitos em São Leopoldo e que desenvolveu o veículo, está fazendo a operação com um guindaste. São dois carros, que somam 12 toneladas. A via será recuperada. A empresa conversa com a prefeitura para que se amplie a estrada suspensa levando o transporte à área da orla, como opção de turismo.
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A estrutura foi montada para os testes dos protótipos do transporte que é movido a propulsão a ar. Hoje só existem dois aeromóveis em operação - o mais recente na ligação entre o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre - e em um parque em Jacarta na Indonésia. A empresa dona da tecnologia já apresentou à prefeitura da Capital algumas ideias de como ocupar a via.
A remoção foi em parte acompanhada pelo fundador e criador do aeromóvel, Oskar Coester. Mesmo ainda se recuperando de problemas de saúde e aos 81 anos, Oskar fez questão de presenciar a retirada. "O aeromóvel tinha proposta de ser alternativa para transporte", comenta o fundador. Sobre o fato de nunca ter sido implantado para circular em meio à cidade, Oskar avalia que pode ser um desafio que outros poderão seguir.
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Maria provocou Oskar Coester a criar um novo aeromóvel para substituir o que saiu. Foto: Patrícia Comunello 

A aposentada e moradora do Centro Histórico Maria Manoela Martins assistiu à operação sem esconder a tristeza. "O trenzinho fazia parte da minha vida, da minha paisagem. Todos os dias abria a janela e via ele. Vou sentir muito mesmo. Como se algo saísse da minha vida", descreveu Maria. A moradora espera que coloquem outro no lugar para servir de transporte. "Mas não vai ser como ele. Mas é importante que não fique mais uma obra sem utilidade." Ao ver Oskar Coester, a aposentada foi falar com ele e fez uma provocação: "Quem sabe o senhor não projeta um novo". O fundador recebeu com alegria o desafio. 
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