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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de agosto de 2019.
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Segurança Pública

Edição impressa de 29/08/2019. Alterada em 28/08 às 22h32min

Campanha visa alertar PMs sobre prevenção ao suicídio

Vitor Laitano
Um levantamento realizado pela Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm) aponta que 50 policiais militares cometeram suicídio entre 2008 e 2018 no Rio Grande do Sul. Para combater essa situação, que é a mais crítica do País entre os estados que realizam o levantamento, a associação lançou ontem uma campanha de prevenção ao suicídio e transtornos mentais voltada aos policiais. Entre as medidas está uma cartilha com informações sobre como identificar e ajudar pessoas que possam estar nesta situação.
Um levantamento realizado pela Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm) aponta que 50 policiais militares cometeram suicídio entre 2008 e 2018 no Rio Grande do Sul. Para combater essa situação, que é a mais crítica do País entre os estados que realizam o levantamento, a associação lançou ontem uma campanha de prevenção ao suicídio e transtornos mentais voltada aos policiais. Entre as medidas está uma cartilha com informações sobre como identificar e ajudar pessoas que possam estar nesta situação.
Os dados divulgados - que variam em relação às datas de levantamento - apontam que, em São Paulo, 183 policiais militares (PMs) tiraram a vida entre 2006 e 2016, número proporcional ao efetivo paulista, conforme a Asofbm, enquanto o Ceará registrou 18 casos entre 2011 e 2018 e a Bahia, 21 entre 2016 e 2018.Segundo a associação, a situação é agravada na medida que "as corporações evitam divulgar os números". No Rio Grande do Sul, o afastamento de PMs por problemas psiquiátricos chega a 53%.
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Além do lançamento da cartilha, a campanha ainda inclui uma avaliação psicológica a cada dois anos. Apesar da iniciativa, o presidente da Asofbm, coronel da reserva Marcos Paulo Beck, afirma achar o período longo. "Ainda não é o ideal", comenta. Atualmente, a única avaliação feita é no momento de ingresso do profissional na instituição. Além disso, a Brigada Militar conta com apenas cinco psiquiatras para atender a um efetivo de 19 mil policiais. A associação também produziu um vídeo com familiares de profissionais que tiraram a própria vida e que será encaminhado para todas as delegacias como forma de chamar atenção para a necessidade de se abordar o assunto.
Para Beck, a dúvida de não saber se voltará para casa no fim do expediente ou a rigidez hierárquica são alguns dos fatores que causam transtornos psicológicos. "A pressão da sociedade e o não reconhecimento pesam muito. Em um clube social ou reunião de família, as pessoas vêm comentar sobre a violência nos seus bairros e cobram soluções do oficial", explica o dirigente. Segundo o Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul registrou, no ano passado, dez suicídios para cada 100 mil habitantes - o dobro da média nacional.
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