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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

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Pesquisa

Edição impressa de 26/08/2019. Alterada em 26/08 às 00h12min

Estudo revela perfil de agressores de animais no Rio Grande do Sul

Um estudo sobre maus-tratos animais identificou as principais características das pessoas que agridem e abandonam animais no Rio Grande do Sul. Entre os perfis analisados, homens com idades entre 20 e 40 anos lideram a lista dos principais causadores de agressão e abandono.
Um estudo sobre maus-tratos animais identificou as principais características das pessoas que agridem e abandonam animais no Rio Grande do Sul. Entre os perfis analisados, homens com idades entre 20 e 40 anos lideram a lista dos principais causadores de agressão e abandono.
A pesquisa foi realizada pela veterinária Gisele Kronhardt Scheffer, durante a sua graduação em Direito na Faculdade Estácio, na qual analisou as motivações e características dos crimes praticados. Foram entrevistadas 380 pessoas, entre médicos veterinários, protetores de animais e ONGs que trabalham com a causa no Estado.
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Com relação ao abandono, o estudo apontou que os cães são os animais que mais sofrem, sendo atendidos por 88% dos veterinários, enquanto os gatos e as outras espécies correspondem a menos de 7%. Entre as motivações para o abandono estão doenças, ferimentos, velhice, prenhez, comportamento indesejado, deficiência, matriz descartada, compra por impulso e até a "simples" perda de interesse.
No que diz respeito aos casos de maus-tratos, a pesquisa observou que a maioria dos entrevistados atendeu animais domiciliados (56,3%), enquanto 37,7% prestou atendimentos a bichos que estavam na rua. Além disso, foi identificado também o tipo de agressão mais praticado por gênero. Entre os homens, a violência mais comum foi o espancamento, representando 63,3%, seguido pela privação de atendimento veterinário, com 62,8%, e acumulação de animais, 49,3%. Já entre as mulheres, as causas mais frequentes foram em relação à acumulação, com 64,2%, seguida pela privação de atendimento, com 61,9%, e privação de água e alimento, 41%. A pesquisa reconheceu 75% dos perfis como gênero masculino e apenas 25% como feminino.
A maior motivação identificada nas agressões foi "negligência ou ignorância em relação ao bem-estar do animal" (69,6%). Além disso, foram indicadas motivações como "o animal foi desobediente" (28%), "o animal mordeu ou ameaçou o autor ou um familiar" (20,1%), "o animal pertencia a um desafeto do autor" (19,1%), "surto de embriaguez/drogadição do autor" (16,2%) "briga em família, com agressão a pessoas e ao animal" (13,7%), dentre outras.
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