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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

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Saúde

Edição impressa de 01/08/2019. Alterada em 31/07 às 21h44min

Rio Grande do Sul tem índices de saúde melhores do que os nacionais

Estudo mostra que estradas gaúchas vem registrando menos vítimas

Estudo mostra que estradas gaúchas vem registrando menos vítimas


/CAROLINA GREIWE/ASCOM SEPLAG/DIVULGAÇÃO/JC
Isabella Sander
Entre as metas estabelecidas na área da saúde pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Rio Grande do Sul apresenta índices melhores do que os registrados em nível nacional na maioria dos pontos. Em estudo lançado ontem pelo Departamento de Estudos e Estatísticas (DEE), da Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), com dados das últimas duas décadas, foi identificado que os únicos itens nos quais o Estado está pior do que as médias do Brasil são a quantidade de suicídios, as mortes de bebês evitáveis se houvesse um pré-natal adequado e óbitos por doenças não transmissíveis.
Entre as metas estabelecidas na área da saúde pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Rio Grande do Sul apresenta índices melhores do que os registrados em nível nacional na maioria dos pontos. Em estudo lançado ontem pelo Departamento de Estudos e Estatísticas (DEE), da Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), com dados das últimas duas décadas, foi identificado que os únicos itens nos quais o Estado está pior do que as médias do Brasil são a quantidade de suicídios, as mortes de bebês evitáveis se houvesse um pré-natal adequado e óbitos por doenças não transmissíveis.
As metas na área de saúde fazem parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número três (ODS3) da ONU: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades, até 2030. As metas são reduzir a mortalidade materna e neonatal, acabar com as mortes evitáveis de crianças menores de cinco anos, eliminar epidemias de Aids, tuberculose, malária e doenças tropicais, combater doenças transmissíveis, reduzir a mortalidade por doenças não transmissíveis, prevenir o abuso de álcool e outras drogas, reduzir as mortes por acidentes, dar acesso universal a serviços de saúde sexual e reprodutiva e serviços de saúde essenciais, e acabar com as mortes por contaminação.
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O número total de óbitos de crianças de até um ano no Rio Grande do Sul é menor do que o índice brasileiro (o Estado registrou 7,2 mortes para cada mil nascidos vivos em 2017, enquanto a média no Brasil foi de 9,4 para cada mil) e já atingiu a meta 2 do ODS3, de até 12 óbitos para cada mil. Apesar da boa notícia, a rede gaúcha aponta que cerca de 43% dos óbitos de bebês menores de um ano seria evitado se tivesse havido um pré-natal adequado, percentual superior aos 32% nacionais.
A taxa de mortalidade infantil do Estado, por outro lado, fechou 2018 em 9,67 óbitos de crianças de até cinco anos para cada mil nascimentos, o que se aproxima muito do coeficiente de 9,5 estabelecido para ser alcançado até o final de 2019. Para diminuir esse índice, o governo tem buscado fortalecer programas como o Primeira Infância Melhor, que acompanha os primeiros anos de vida das crianças junto a suas famílias. No final de 2018, 54 mil famílias eram atendidas pelo programa. A meta é chegar até o final deste ano a 60,2 mil famílias.
Os casos de gravidez na adolescência também têm diminuído no Rio Grande do Sul, a partir do aumento do acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva na rede de saúde. Em 2017, o Estado registrou 17.574 casos de mães adolescentes a cada mil (entre 15 e 19 anos), ao passo que o Paraná (também com uma população de pouco mais de 11 milhões de habitantes) teve 21.444 adolescentes grávidas.
O Rio Grande do Sul vem diminuindo as mortes no trânsito desde 2010, antes mesmo do desafio da ODS3, de reduzir pela metade os casos fatais e de feridos até 2020. Mesmo com uma pequena oscilação em 2017 (16,42 mortes por 100 mil habitantes), o Estado tem indicadores melhores do que os estados vizinhos do Sul e é, hoje, o oitavo do País com menor taxa de mortalidade no trânsito.
Os indicadores serão encaminhados hoje à Assembleia Legislativa, para orientar as discussões do próximo Plano Plurianual e definir as ações definidas como prioritárias, tanto preventivas como de educação. "No geral, a dificuldade maior é o financiamento das políticas públicas, mas, se compararmos com a realidade brasileira, nossos números não são tão ruins", observa o secretário adjunto de Planejamento, Orçamento e Gestão, Gilberto Pompílio.

Taxa de suicídios é maior do que a brasileira e a mundial

O Rio Grande do Sul figura com taxa superior à brasileira e à mundial no número de suicídios, indicador da meta 4 da ODS3. A taxa global é de 10,6 suicídios para cada 100 mil habitantes e, no Brasil, de 6,5 casos. Já o Estado registrou, em 2017, 11,6 óbitos para cada 100 mil pessoas (total de 1.349 mortes). A quantidade de suicídios vem aumentando nos últimos anos - em 2015, era de dez para cada 100 mil. "Este é um indicador que precisa ser acompanhando. Mesmo sendo algo difícil de determinar, precisamos buscar entender por que as taxas estão crescendo", pontua o pesquisador do DEE Guilherme Rosa de Martines Risco, um dos responsáveis pela pesquisa.

O percentual de mortes evitáveis por doenças não transmissíveis na população de 20 a 59 anos também é maior - 49,4% dos óbitos evitáveis nessa faixa etária no Estado e 44,9% no País em 2017. Estão incluídas, entre as doenças não transmissíveis, as enfermidades cardiovasculares, o câncer e a diabete, por exemplo.

O estudo mostra, ainda, que o Rio Grande do Sul segue uma tendência nacional de queda na cobertura vacinal. As imunizações passaram a cair a partir de 2013 para doenças como hepatite B e poliomielite. Esse comportamento explica, em parte, os casos de mortes por doenças transmissíveis. Em 2017, o Estado teve 8,8% dos óbitos por causas evitáveis, um pouco abaixo dos 9,2% no País.

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