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Porto Alegre, sexta-feira, 12 de julho de 2019.
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Jornal do Comércio

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Mobilidade

11/07/2019 - 20h47min. Alterada em 12/07 às 01h33min

Veículo 2 do aeromóvel está 'em manutenção profunda' há dois anos

Carro maior (ao fundo) está em manutenção desde 2017; menor (frente) parou para revisão

Carro maior (ao fundo) está em manutenção desde 2017; menor (frente) parou para revisão


MARCO QUINTANA/JC
Patrícia Comunello
No último fim de semana, passageiros de voos e público que circula no Aeroporto Internacional Salgado Filho (Porto Alegre Airport) não contaram com o serviço do aeromóvel. O veículo sobre trilhos, com propulsão a ar e que é uma facilidade na ligação com a estação da Trensurb, parou dois dias para manutenção. Não é a primeira vez que isso ocorre e não é a primeira vez que os usuários ficam na mão. Desde o segundo semestre de 2018, foram pelo menos quatro vezes.
No último fim de semana, passageiros de voos e público que circula no Aeroporto Internacional Salgado Filho (Porto Alegre Airport) não contaram com o serviço do aeromóvel. O veículo sobre trilhos, com propulsão a ar e que é uma facilidade na ligação com a estação da Trensurb, parou dois dias para manutenção. Não é a primeira vez que isso ocorre e não é a primeira vez que os usuários ficam na mão. Desde o segundo semestre de 2018, foram pelo menos quatro vezes.
A história poderia ser outra se o segundo veículo do aeromóvel estivesse funcionando. Faz dois anos que o A200, com capacidade para 300 pessoas, o dobro do veículo menor, com 150 passageiros (A100), está parado e fica estacionado na elevada de 814 metros que liga aeroporto e estação do metrô. O carro maior está no extremo da pista, bem ao lado do metrô.
Desde julho de 2017, "o veículo A200 encontra-se em processo de manutenção profunda", definiu o coordenador do Centro de Desenvolvimento Operacional Aplicado à Tecnologia Aeromóvel, Gustavo Gottert Knies. O carro foi mais usado justamente na Copa, devido ao fluxo de turistas. Ter dois carros também era estratégico para manter a operação quando um deles ficasse fora de operação.   
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O aeromóvel foi um dos poucos projetos do pacote de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, que teve jogos em Porto Alegre, que saiu do papel a tempo do Mundial. Outras intervenções urbanas concluídas foram no entorno do Estádio Beira-Rio. Mais da metade das 10 obras não foram concluídas, cinco anos depois, algumas têm previsão para 2019 e outras não têm prazo. Uma facilidade é que o usuário paga apenas uma passagem para trafegar nos 814 metros e usar o trem (para ir a outras estações ou para chegar ao aeroporto). 
Com quase R$ 36 milhões de investimentos federais, o sistema de transporte sobre trilho (parte física e tecnologia) é o primeiro neste modelo a ser usado comercialmente no Brasil. Na Capital, moradores estão acostumados a identificar a pista de testes da solução em uma praça, próximo à Usina do Gasômetro. A aeromóvel foi desenvolvido pela Metalúrgica Coester, com sede em São Leopoldo, fundada por Oskar Coester. A empresa estreou a solução em Jacarta, na Indonésia, em 1989, no interior do complexo temático Taman Mini Indonesia Indah. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT-2011-2016) veio a Porto Alegre inaugurar o serviço em agosto de 2013. 
Em nota, a Trensurb explica que a demora para colocar o A200 em atividade novamente se deve ao tipo de conserto exigido. "Está sendo necessário o desenvolvimento dos próprios processos de manutenção, além da aquisição de peças e insumos. Em função das limitações orçamentárias, algumas das aquisições também levaram mais tempo que o esperado", informou Knies. 
Entre as medidas previstas estão a recuperação dos truques de extremidade, alinhamento e instalação do suporte da nova placa de desgaste, manutenção do truque central e dos mecanismos de porta, substituição do piso e, por fim, testes da automação. Aí, diz a estatal, o veículo será liberado. Para efetuar as correções, precisam chegar "dois componentes". A meta é deixar o A200 em condições de rodar neste segundo semestre, sem precisar uma data.
"Temos um técnico em mecânica dedicado para as atividades de recuperação. Não diria que temos dificuldades, as atividades estão sendo realizadas num ritmo bom", analisa o coordenador, que atribui "alguns atrasos" ao uso compartilhado de oficinas com outras demandas da empresa. "Eu diria que as dificuldades de orçamento estão superadas. As dificuldades de ordem tecnológica ainda podem existir, pois ainda temos alguns processos inéditos no caminho, porém a maior parte já foi desenvolvida."
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