Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 11 de junho de 2019.
Dia da Marinha Brasileira.

Jornal do Comércio

Geral

CORRIGIR

Mobilização

Edição impressa de 11/06/2019. Alterada em 11/06 às 18h19min

Trabalhadores da saúde aderem à greve geral

Em 18 de junho, trabalhadores do Imesf decidirão se param atividades

Em 18 de junho, trabalhadores do Imesf decidirão se param atividades


/MARIANA CARLESSO/JC
Isabella Sander
Em ato realizado ontem em frente ao Centro de Saúde Modelo, no bairro Santana, em Porto Alegre, trabalhadores da área da saúde levaram cartazes e apitos, e protestaram pela falta de reajuste salarial dos profissionais do Instituto Municipal de Estratégia da Saúde da Família (Imesf) nos últimos quatro anos. Também decidiram, por unanimidade, pela adesão à greve geral marcada para sexta-feira, 14 de junho, em todo o Brasil.
A adesão à greve se dá pelo fato de muitos servidores da área da saúde atuarem em hospitais que recebem atividades e verba do Ministério da Educação (MEC) e, por consequência, foram afetados pelo bloqueio de 30% nos recursos das instituições federais de ensino. "O Hospital de Clínicas, por exemplo, recebe muitos projetos vinculados a verbas do MEC, então isso afeta nossos trabalhadores", pontua o secretário-geral do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (Sindisaúde-RS), Julio Jesien.
O clima em frente ao Modelo era de indignação dos trabalhadores da saúde, que entoavam gritos de guerra, empunhavam cartazes e celebravam quando algum carro passava e buzinava em apoio à reivindicação. A categoria reclama que a reposição salarial do ano passado foi feita com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e não no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que teve inflação acumulada superior, e que em 2017 e 2018 não houve qualquer reposição, o que tende a se repetir em 2019.
Segundo o secretário-geral do Sindisaúde-RS, está marcada para 18 de junho uma rodada de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), entre prefeitura e trabalhadores do Imesf, sobre o dissídio dos profissionais. Depois da audiência, no mesmo dia, será realizada assembleia geral da categoria, na qual será definido se haverá realização de greve ou algum tipo de paralisação. "Se o município se mantiver intransigente, a tendência é de paralisação", avalia.
A data-base para o dissídio dos trabalhadores do Imesf é 1 de abril, mas, na ocasião, ficou definido no TRT que nos 90 dias seguintes seria feita negociação entre as partes, sem mediação, a fim de não judicializar a questão. Até agora, entretanto, município e profissionais ainda não se reuniram. "No TRT, ficou definida uma data, mas eles desmarcaram e não deram nenhuma data nova", lamenta o sindicalista.
CORRIGIR