Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 20 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

CORRIGIR

Mobiliário Urbano

20/05/2019 - 16h43min. Alterada em 20/05 às 17h08min

Relógios de rua serão instalados a partir de outubro em Porto Alegre

Segundo Marchezan, conceito adotado nos equipamentos será replicado em outros mobiliários urbanos

Segundo Marchezan, conceito adotado nos equipamentos será replicado em outros mobiliários urbanos


LUIZA PRADO/JC
Isabella Sander
Os mais conhecidos esqueletos de Porto Alegre voltarão à vida – os relógios de rua, desativados em 2015, serão reativados em um novo formato. A previsão da Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas (SMPE) é que o primeiro relógio esteja totalmente implantado em outubro, e que todos os 168 equipamentos estejam instalados até 2021. Os detalhes sobre a retomada do serviço foram apresentadas na manhã desta segunda-feira (20).
A abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas está marcada para 8 de julho. Depois, haverá um período de avaliação dos projetos apresentados e, então, escolhida a possível vencedora, esta terá 45 dias para apresentar um protótipo do relógio que instalará. Assinado o contrato, ela já pode começar a implantação.
A prefeitura criou, em janeiro de 2018, um grupo de trabalho para a elaboração do edital de concessão dos relógios. Nesse mesmo mês, foi lançada uma consulta pública para estabelecer alguns pontos, como a localização ideal dos equipamentos. Em setembro, uma segunda consulta pública foi realizada para definir os detalhes finais. Com a aprovação em dezembro do projeto de lei de atualização do regramento sobre o mobiliário urbano da Capital, alguns ajustes foram necessários para adequação à legislação e só foi possível lançar o edital agora.
O vencedor da licitação será responsável por instalar, conservar e fazer a manutenção dos relógios por dez anos, além de retirar os cerca de 50 equipamentos desativados ainda existentes nas ruas da cidade. A empresa terá o direito de explorar comercialmente os aparelhos, através de publicidade afixada neles. A licitada também precisará pagar à prefeitura pela outorga um valor mínimo de R$ 7,6 milhões, sendo 20% do montante à vista e 80% parcelados em 216 vezes.
Os novos relógios terão um sistema mais moderno do que os anteriores. Além da medição de hora e temperatura, os equipamentos estarão equipados com câmeras de vigilância, que serão conectadas ao Centro Integrado de Comando da Capital, a fim de auxiliar na segurança pública municipal. Os equipamentos também contarão com medidores de radiação solar, um painel do cidadão com informações diárias. Além disso, a disponibilização de Wi-Fi gratuito nos aparelhos é opcional, mas contará pontos para a empresa interessada durante o processo licitatório.
O prefeito Nelson Marchezan Júnior revela que o conceito adotado nos relógios será usado também no restante do mobiliário urbano a ser contemplado por licitações, o que envolve os toponímicos (placas de rua) e os abrigos de ônibus. “O edital dos relógios de rua é o primeiro após a aprovação da nova lei de mobiliário urbano, mas a colocação de novos abrigos de ônibus será a verdadeira cereja do bolo, entrega significativa, que afeta muitos cidadãos”, observa.
Para o gestor municipal, a nova legislação ofereceu segurança jurídica para processos licitatórios como a concessão dos equipamentos. Outra novidade é a antecipação, já no edital, das autorizações de licenças ambientais para instalação dos relógios. “É fundamental, pois em muitas licitações o vencedor ganha, mas não leva, porque passa meses ou anos aguardando autorizações ambientais. Desta vez, ele já terá essas autorizações”, ressalta o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Maurício Fernandes.
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia