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Segurança pública

- Publicada em 21h56min, 08/04/2019.

Latrocínios caem no Rio Grande do Sul no primeiro trimestre

Dados divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) indicam uma redução significativa nos registros oficiais de latrocínios no Estado. Segundo os números, foram registradas 16 ocorrências de roubos com morte, menor número desde o início da série histórica, em 2002, quando foram monitorados 17 casos do tipo. No comparativo do mês de março, foram computados cinco crimes neste ano, contra oito em 2018.
Dados divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) indicam uma redução significativa nos registros oficiais de latrocínios no Estado. Segundo os números, foram registradas 16 ocorrências de roubos com morte, menor número desde o início da série histórica, em 2002, quando foram monitorados 17 casos do tipo. No comparativo do mês de março, foram computados cinco crimes neste ano, contra oito em 2018.
Esse total, porém, ainda pode mudar. O balanço não inclui a morte do advogado Gabriel Pontes Fonseca Pinto, 28 anos, ocorrida em Porto Alegre no último dia 26, e que passou a ser investigada como latrocínio. Caso a conclusão do inquérito aponte o roubo seguido de morte, o índice do primeiro trimestre passará para 17 casos, igualando o registro de 2002.
De acordo com o governador Eduardo Leite, a redução dos latrocínios se dá a partir do "trabalho incansável dos agentes de segurança pública, que trabalham diuturnamente para proteger o povo gaúcho".
O mês de março marca também uma queda de 40,5% nas ocorrências de homicídio, com 131 casos em 2019 contra 220 no ano passado. De janeiro a março de 2018, foram 614 ocorrências do tipo, contra 469 no mesmo período deste ano, uma redução de 23,7%. A partir do total de vítimas, houve uma redução de 244 para 139 pessoas em março, queda percentual de 43%. Fazendo recorte pelos primeiros três meses do ano, a redução foi de 25,4%, passando de 678 para 506 registros.
Praticamente todos os índices criminais registraram queda em março, no comparativo com 2018. Entre as quedas mais acentuadas no trimestre estão os roubos a banco (38,6%), os furtos (17,2%) e os roubos (13,3%). A exceção é o tráfico de entorpecentes, que teve crescimento percentual no mês, subindo de 989 para 1.074 casos. Na análise do primeiro trimestre, a modalidade criminosa também cresceu entre 2018 e 2019, indo de 2.593 para 2.909 casos, um aumento de quase 12%.
A SSP registrou também uma elevação nos roubos a usuários de ônibus: foram 93 casos no primeiro semestre deste ano, contra 66 em 2018. A maioria das ocorrências se deu em Porto Alegre. Em março, foi aberta a Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos em Transporte Coletivo, dedicada de forma exclusiva a essa modalidade de crime.
A maioria dos indicadores relacionados à violência contra a mulher no Estado apresentou queda no recorte trimestral, incluindo feminicídios (redução de 16,7%) e estupros (31,9%). Comparando os meses de março de 2018 e 2019, houve queda de 42,3% nos registros de estupro, mas os feminicídios aumentaram de oito para 11 casos, crescimento de 27,3%.

Forças de segurança recebem 112 viaturas e 2 mil coletes

Expectativa é de que mais de 100 cidades gaúchas recebam novas viaturas
Expectativa é de que os veículos sejam disponibilizados para mais de 100 municípios gaúchos
Gustavo Mansur/Palácio Piratini/JC
A segunda-feira foi de reforço nos equipamentos das forças de segurança estaduais, com a entrega de cinco ambulâncias para a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), além de 112 viaturas para a Polícia Civil e 2.253 coletes balísticos para a Brigada Militar (BM). A expectativa é de que 100 municípios sejam contemplados com as novas viaturas. Segundo o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, nos próximos dias, também serão entregues os armamento e os sistemas de monitoramento e de cercamento eletrônico.
O investimento nos veículos e nos equipamentos foi de cerca de R$ 12 milhões. Cada viatura custou R$ 88 mil, totalizando R$ 9,8 milhões. O valor de cada colete balístico é de R$ 850,00, chegando a R$ 1,9 milhão. Tanto as viaturas como os coletes foram comprados com repasses federais, obtidos por meio de emenda parlamentar, somados a uma contrapartida estadual. As ambulâncias custaram R$ 164 mil cada, em um total de R$ 820 mil, e foram adquiridas com recursos do Fundo Penitenciário Nacional, somados a verbas estaduais.
 
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